EUA, Dinamarca e Groenlândia assinam acordo de segurança nesta terça
Otan elogia acordo entre EUA, Dinamarca e Groenlândia; governo dinamarquês diz que mantém Os Estados Unidos, a Dinamarca e a Groenlândia devem asinar, nesta terça-feira (22), o acordo sobre a segurança da ilha após o anúncio de que os EUA terão domínio sobre a proteção do território.
A celebração do pacto acontece no mesmo dia do início da Assembleia Geral da ONU, em Nova York.
O presidente americano, Donald Trump, revelou o texto concede ao seu país o "controle permanente" sobre a segurança da Groenlândia, e o Departamento de Estado indicou que ele proíbe a instalação de bases russas e chinesas na ilha.
O conteúdo exato do acordo, entretanto, ainda permanece desconhecido. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O documento será assinado por Trump, pelo premiê da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, e pela primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, no prédio da ONU às 11h30, no horário de Brasília.
Frederiksen declarou à imprensa que o pacto respeita a soberania do reino e o direito do povo da Groenlândia à autodeterminação.
Ela acrescentou, em declaração à rádio DR, em Nova York, que "é um bom acordo do ponto de vista dinamarquês" e argumentou que é benéfico para os países nórdicos, para a segurança na região do Ártico, também para a Otan e para a Europa.
Na noite de sexta-feira (18), o presidente dos EUA anunciou um acordo para que seu país seja militarmente responsável, "para sempre", pela Groenlândia.
Foto: Reuters e Wikimedia Commons Acordo após pressão O tratado representa uma conquista importante para Trump, que há muito tempo defende a anexação da ilha pelos EUA.
Nos últimos meses, ele fez diversas declarações sobre o território — que pertence à Dinamarca, mas tem governo autônomo e discute a possibilidade de independência.
Segundo o presidente norte-americano, a Groenlândia tem um papel estratégico para a segurança dos EUA e de outros países.
"Precisamos da Groenlândia para a segurança internacional.
Precisamos dela", afirmou em uma entrevista em dezembro de 2025.
"Odeio colocar dessa forma, mas temos que ficar com ela." O republicano também chegou a dizer que poderia usar a força para conquistar a Groenlândia e ameaçou aplicar tarifas contra a União Europeia caso o território não fosse cedido aos EUA.
À época, autoridades da ilha e da Dinamarca afirmavam que o território não estava à venda.
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