Lula critica candidatos que ‘lacram na internet’ e diz sentir saudade de ‘grandes nomes’ da política
Em entrevista à RECORD, Lula falou sobre eleições, antigos adversários, economia, segurança pública e relação com os EUA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) falou sobre o filho Lulinha, corrupção, segurança pública, economia, violência contra a mulher, relações com os Estados Unidos e as eleições de 2026 em entrevista à RECORD. Durante a conversa, Lula também defendeu medidas para combater o crime, comentou a possibilidade de criar um Ministério da Segurança Pública e afirmou que pretende disputar a reeleição.
Ao abordar casos de corrupção, o presidente afirmou que qualquer pessoa que tenha cometido irregularidades deve responder pelos atos, inclusive o filho, independentemente de relações pessoais ou políticas.
“Se alguém tiver feito coisa errada, pagará pelo que fez. Não existe uma relação de amizade. Existe uma relação de confiança”, afirmou.
Lula também defendeu o trabalho de investigação da Polícia Federal e disse que o país atualmente possui uma capacidade de investigação maior do que em outros períodos.
Na entrevista à RECORD, Lula também comentou a conversa que teve com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo ele, os dois trataram de temas relacionados às tarifas impostas a produtos brasileiros e ao combate ao trabalho escravo.
Lula afirmou que a conversa foi “muito civilizada” e “muito respeitosa” e disse que o diálogo já teria produzido resultados.
“Eu conversei muito sinceramente com ele e foi uma conversa boa porque, no mesmo dia, ele ligou para o secretário de Comércio dele, que ligou para o meu ministro do Comércio. Já marcaram uma reunião para a próxima semana”, declarou.
O presidente também disse que o Brasil está disposto a ampliar a cooperação com os Estados Unidos na exploração de minerais críticos, mas defendeu que o país deixe de exportar apenas matéria-prima.
“Dessa vez a gente não vai ser exportador de matéria-prima. Nós queremos transformar aqui dentro”, afirmou.
Questionado sobre a possibilidade de endurecer o combate ao crime em um eventual segundo mandato, Lula afirmou que pretende criar o Ministério da Segurança Pública caso a PEC da Segurança Pública seja aprovada.
Segundo o presidente, a nova estrutura teria atuação integrada com governos estaduais e prefeituras e utilizaria forças como Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Penal.
“Nós temos que definitivamente resolver o problema da segurança pública, prendendo quem tiver que prender, dando o medo que tiver que punir, mas não matando quem não precisa morrer”, afirmou.
Lula também defendeu uma política voltada à recuperação dos territórios dominados pelo crime organizado.
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