Acidente mortal na Espanha é o 3º do ano e alerta para insegurança do sistema ferroviário
O grave acidente entre dois trens de alta velocidade na região de Castilla-La Mancha, no centro da Espanha, é o terceiro registrado no país neste ano.
Somadas, as duas tragédias mataram mais de 100 pessoas.
Em janeiro de 2026, 46 pessoas morreram em uma colisão no sul da Espanha envolvendo as mesmas empresas ferroviárias.
Naquele acidente, dois trens de alta velocidade colidiram perto de Adamuz, no que tinha sido, até então, o pior desastre ferroviário do país desde 2013.
O acidente do início de 2026 ocorreu quando um trem da empresa privada Iryo descarrilou enquanto seguia em direção a Madri.
O trem vinha de Málaga, no sentido norte, quando dois de seus vagões traseiros caíram na via oposta.
Segundos depois, um trem da Renfe, a companhia ferroviária nacional da Espanha, que seguia no sentido sul, colidiu com os vagões.
Os dois trens transportavam centenas de pessoas.
Um relatório oficial sobre a causa do acidente ainda não está disponível, mas as investigações preliminares apontam para um trilho quebrado como a causa provável.
O acidente chocou a Espanha e gerou profunda incerteza sobre a segurança do sistema ferroviário do país, que inclui a segunda maior rede ferroviária de alta velocidade do mundo .
Dias depois, um trem de passageiros perto de Barcelona colidiu com um muro de contenção que desabou e descarrilou, matando uma pessoa.
O acidente desta quarta já registra ao menos 68 mortes .
Em entrevista no local da tragédia, o primeiro-ministro Pedro Sánchez comentou sobre dois dos casos e defendeu a melhoria nos sistemas de segurança da ferrovia espanhola.
“Não é possível que um país como a Espanha sofra dois acidentes com trens de alta velocidade em um ano”.
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