Justiça do RJ ordena devolução do cachorro de Letícia Sabatella e autoriza uso de força policial
A Justiça do Rio de Janeiro determinou que o cachorro Bertholdo seja devolvido aos atores Letícia Sabatella e Daniel Dantas. Na decisão, a juíza Lorena Reis Bastos Dutra, da 47ª Vara Cível da Capital/RJ, e ntendeu que o animal foi colocado para adoção por uma clínica veterinária sem autorização dos tutores.
A decisão estabelece que, caso Bertholdo não seja devolvido voluntariamente pela nova tutora no prazo de dez dias, deverá ser expedido um mandado de busca e apreensão e um oficial de Justiça poderá requisitar apoio policial para garantir o cumprimento da ordem.
No processo, Letícia Sabatella relatou que o cachorro foi resgatado em 2021 , junto a uma ninhada de animais abandonados. No início de 2025, devido ao tratamento médico do namorado, Daniel Dantas, a atriz afirmou que precisou deixar temporariamente Bertholdo e seu irmão, Bebê, em uma clínica veterinária.
Segundo a atriz, porém, a clínica encaminhou os dois animais para adoção por meio da ONG Cãorrijo sem seu conhecimento. Bertholdo foi acolhido por uma empresária, enquanto Bebê foi adotado por outra pessoa.
Ao descobrir o que havia acontecido, Letícia procurou os novos tutores, mas os animais não foram devolvidos. “A partir deste momento, eles deixaram de ser mero adotante de boa fé para se tornarem coniventes no crime de apropriação indébita”, afirmou a atriz à Justiça.
Durante o processo, Bebê acabou sendo devolvido após um acordo entre o novo tutor e Letícia. Já a empresária apresentou defesa e afirmou que adotou Bertholdo de boa-fé, por meio de um abrigo formal, após o cumprimento dos procedimentos necessários.
Segundo ela, a adaptação do cachorro à nova família foi rápida. Ela também afirmou à Justiça que o cachorro estava em condições ruins quando foi entregue a ela e que teria sido vítima de maus-tratos.
Sabatella negou as acusações e afirmou que as alegações de maus-tratos não correspondiam à realidade . Segundo ela, nenhuma prova nesse sentido foi apresentada no processo. A atriz anexou aos autos declarações de vizinhos, funcionários de seu sítio e de um médico veterinário para sustentar sua versão.
Ao analisar o caso, a magistrada considerou comprovado que Letícia e Daniel já cuidavam de Bertholdo antes de ele ser encaminhado para a clínica e que a permanência no local tinha caráter temporário.
A s entença também aponta que os atores não autorizaram que o cachorro fosse entregue a outra família.
Em depoimento à polícia, a veterinária responsável pela clínica admitiu ter decidido encaminhar os cães para adoção sem obter previamente a autorização do casal. Segundo ela, acreditava que Letícia e Daniel concordariam posteriormente com a decisão.
Para a juíza, no entanto, a profissional não tinha autorização para decidir o destino dos animais. As provas reunidas no processo indicaram que ela recebeu a guarda de Bertholdo e Bebê apenas para cuidar deles durante aquele período.
A juíza reconheceu que a empresária que recebeu Bertholdo não tinha conhecimento da irregularidade e que o adotou acreditando que o procedimento era legítimo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jovempan.com.br — o conteúdo pertence a Jovem Pan.