Ibovespa cai quase 3% com cautela fiscal e expectativa por juros nos EUA
O Ibovespa operava em forte queda nesta quarta-feira (28), em meio à cautela do mercado com a política fiscal no Brasil e à expectativa pela decisão de juros do Federal Reserve (Fed), prevista para as 15h.
Apesar da alta das commodities e do desempenho positivo da maioria das bolsas em Nova York e na Europa, o índice brasileiro recuava perto de 3% no fim da manhã.
Às 11h45, o Índice Bovespa caía 2,93%, aos 170.564,36 pontos, depois de abrir na máxima de 175.711,22 pontos e tocar a mínima de 170.297,16 pontos, baixa de 3,08%.
Na véspera, o Ibovespa havia fechado em queda de 0,51%, aos 175.710,05 pontos.
No exterior, os agentes financeiros aguardavam a decisão de política monetária do Fed, seguida de entrevista do presidente da instituição, Kevin Warsh.
A expectativa majoritária era de manutenção dos juros, com possibilidade de alta em dezembro.
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Também repercutiu a preparação de um projeto de lei complementar para permitir, a partir de 2027, o controle de gastos com meta de superávit primário de R$ 73,2 bilhões, equivalente a 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB).
Entre os fatores acompanhados pelos investidores, ganhou espaço o relato de estudos da equipe econômica para cobrar Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre títulos hoje isentos de Imposto de Renda, como Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) e Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA), além de LCI, CRI e debêntures incentivadas.
Atualmente, a alíquota de IOF sobre essas aplicações é zero.
Luciano França, sócio-fundador e gestor de renda variável da Paramis Avantgarde, afirmou que a proposta sobre títulos isentos pesava no mercado e atingia empresas dependentes desse tipo de captação.
Gabriel Gonçalves, analista de alocação da Ghia Multi Family Office, disse que o mercado segue à espera de sinais de austeridade fiscal.
Renato Widmer, CIO e gestor da Aurum Wealth Management, avaliou que uma sinalização mais concreta na área fiscal poderia reduzir parte da queda.
Na composição do índice, bancos pressionavam o desempenho da Bolsa, enquanto Petrobras limitava parte das perdas.
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