Um dente de T. rex guardou a temperatura do animal por 66 milhões de anos: química do esmalte indica calor corporal próximo ao humano
Análises químicas de três dentes fossilizados estimam temperatura de 36,3 °C e reforçam evidências de produção interna de calor no tiranossauro
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Um predador gigantesco que viveu há aproximadamente 66 milhões de anos deixou uma informação surpreendente preservada nos próprios dentes. Ao investigar a composição química de três fósseis de Tyrannosaurus rex, cientistas estimaram que o animal mantinha uma temperatura corporal de aproximadamente 36,3 °C, muito próxima à dos seres humanos. A descoberta, publicada em setembro de 2026, reforça a hipótese de que o T. rex produzia calor internamente, em vez de depender principalmente da temperatura do ambiente, como acontece com muitos répteis atuais.
O esmalte dentário contém minerais que incorporam carbono e oxigênio durante sua formação. A maneira como determinados isótopos desses elementos se combinam depende da temperatura em que o tecido mineralizado se desenvolveu.
Os pesquisadores utilizaram uma técnica conhecida como termometria de isótopos agrupados. Ela permite estimar a temperatura original do esmalte pela frequência de determinadas ligações químicas. Como esse material pode preservar sua composição durante milhões de anos, os dentes funcionaram como registros indiretos do calor corporal do dinossauro.
A equipe analisou três dentes fossilizados encontrados na Formação Hell Creek, em Montana, nos Estados Unidos. Dois pertenciam a um indivíduo jovem-adulto apelidado de Thomas, preservado no Museu de História Natural do Condado de Los Angeles.
As medições produziram uma temperatura média estimada de 36,3 °C, com incerteza de aproximadamente 2,5 °C. Esse resultado representa uma estimativa estatística, não uma medição exata da temperatura de todos os indivíduos da espécie.
O vídeo educativo abaixo, publicado pelo canal MinuteEarth em 2024, explica como isótopos preservados em fósseis permitem estimar temperaturas de dinossauros. Ele aborda o método científico, mas não o estudo específico publicado em 2026.
Durante muito tempo, pesquisadores discutiram se grandes dinossauros regulavam a temperatura como répteis atuais ou produziam calor internamente, de maneira semelhante às aves e aos mamíferos.
O resultado aproximado de 36 °C coloca o T. rex próximo de grandes mamíferos modernos. Elefantes-africanos, por exemplo, apresentam temperaturas corporais próximas de 36,2 °C. Entretanto, uma temperatura elevada não demonstra sozinha a velocidade do metabolismo nem explica completamente como o dinossauro regulava seu calor.
No estudo publicado na revista Science Advances , pesquisadores liderados por Randon Flores e Robert Eagle compararam os dentes dos tiranossauros com cinco dentes de crocodilianos encontrados em depósitos geológicos da mesma formação.
Os crocodilianos apresentaram temperatura média estimada de 30,9 °C, significativamente inferior à registrada nos tiranossauros. A equipe também comparou os resultados com estimativas climáticas do Cretáceo. As diferenças reforçam a interpretação de que o T.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.