PIB perde força no 2º tri: os 3 desafios para o próximo presidente na economia
PIB do Brasil cresce 0,5% no 2º trimestre de 2026 A economia brasileira perdeu força no segundo trimestre, com uma alta de 0,5% em relação ao trimestre anterior, abaixo do avanço de 1,1% registrado no primeiro trimestre.
O resultado veio ligeiramente acima das expectativas dos economistas, que era de uma alta de 0,4% no trimestre, segundo a mediana das projeções colhidas pelo jornal Valor Econômico.
Na comparação com o segundo trimestre de 2025, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país) foi de 2%, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (1/9).
Segundo economistas, a desaceleração registrada neste segundo trimestre é um prenúncio do que vem por aí.
Para 2027, os analistas esperam um desempenho da economia ainda mais fraco do que neste ano.
A trajetória do PIB vem em desaceleração: após uma alta de 3,4% em 2024, a economia avançou 2,3% em 2025.
Para este ano, os economistas projetam um crescimento em torno de 1,9%, e de 1,5% em 2027, segundo a mediana das projeções colhidas pelo boletim Focus, do Banco Central.
Mas já há quem veja um desempenho ainda mais fraco no primeiro ano do novo governo, com uma alta do PIB mais próxima de 1%.
Entre os três principais desafios no caminho do novo presidente no ano que vem, economistas citam o endividamento das famílias e das empresas; o desarranjo das contas públicas; e os efeitos do El Niño, que pode levar o setor agropecuário a registrar PIB negativo em 2027.
Como foi o desempenho do PIB no 2 º tri Pela ótica da produção, o destaque no segundo trimestre ficou por conta da agropecuária (2,8%), com serviços (0,2%) e indústria (0,1%) também mostrando variação positiva.
A indústria geral só escapou da estabilidade devido ao bom desempenho da indústria extrativa (3,4%), enquanto eletricidade, gás, água, esgoto e atividades de gestão de resíduos (-1,1%), indústrias de transformação (-0,4%) e construção (-0,4%) tiveram desempenho negativo.
"O bom desempenho da indústria extrativa reflete o preço do petróleo", observa Flávio Serrano, economista-chefe do Banco Bmg.
"O petróleo subiu [devido à guerra no Irã], beneficiando a extração, e também houve um benefício para o setor de minerais, com o preço do minério [de ferro] subindo, o que estimulou a produção." Com alta de 0,2%, o setor de serviços desacelerou em relação ao avanço de 0,4% registrado no primeiro trimestre, sempre na comparação com o trimestre anterior.
Segundo Serrano, a desaceleração se deve à perda de força de fatores que impulsionam a renda no começo do ano, com destaque para o reajuste do salário mínimo — que passou de R$ 1.518 em 2025, para R$ 1.621 a partir de 1º de janeiro de 2026, alta de 6,8%.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Economia.