O direito de morrer com dignidade: uma conversa difícil, mas necessária
Precisamos tirar a morte do lugar de “tema tabu” e colocá-la no centro do debate sobre a existência humana na terra. Tratar com naturalidade esse fenômeno que nos é comum, experiência pela qual haveremos todos de passar, sem exceção, pode nos ajudar a tomar decisões racionais sobre ele enquanto ainda temos o controle de nossa vontade e a autonomia para decidir sobre a forma como queremos vivenciar nossos momentos finais.
Interditar o discurso sobre a morte é admitir nossa incapacidade de enfrentar aquilo que não conhecemos e sobre o qual não temos a mínima capacidade de controlar. A morte é o grande mistério da existência humana, maior desafio da filosofia, das ciências e das religiões.
Interditamos a morte enquanto tema de nossas conversas cotidianas para não ter que admitir nossa impotência ante sua presença incômoda, definitiva e radical. Morte essa que, muitas vezes, não anuncia a chegada e nos parece antecipada e injusta, diante de tudo que ainda gostaríamos de viver.
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