‘Inflamatória, infundada, golpista’: como a carta com teor golpista de Flávio Bolsonaro repercutiu na imprensa internacional
A fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos e a subsequente publicação de uma carta aberta em que se declarou “o verdadeiro líder do Brasil” sacudiram as principais redações do mundo.
O herdeiro político do bolsonarismo desembarcou em Miami após perder a disputa presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e disparou, sem provas, graves acusações contra o sistema eleitoral brasileiro.
No entanto, o tom messiânico da primeira versão do documento passou por uma rápida metamorfose nas redes sociais.
Na versão inicial difundida por aliados, Flávio se autoproclamou o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”.
Poucas horas depois, a publicação foi apagada e substituída por um texto que o definia apenas como “líder do Brasil” — grafado inicialmente com “Z”, em inglês.
Para periódicos como o espanhol El País e o argentino Clarín , o recuo refletiu a necessidade urgente de não complicar o status jurídico do senador nem constranger a Casa Branca.
A imprensa estrangeira tratou a manobra com severidade e perplexidade.
Veículos de prestígio, como o britânico The Guardian , destacaram que os três maiores jornais brasileiros classificaram a declaração como “golpista”.
Já o Financial Times rotulou o texto divulgado no exílio como “inflamatório”, observando que as alegações de fraude surgiram totalmente desprovidas de evidências.
A fuga cinematográfica O périplo até a Flórida foi descrito nos veículos internacionais como uma “verdadeira operação de fuga cinematográfica”.
Após ter a entrega de seus passaportes ordenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em meio a investigações por lavagem de dinheiro, Flávio desapareceu por mais de 24 horas.
A travessia envolveu uma saída terrestre clandestina para a Argentina pela ponte internacional Tancredo Neves, utilizando um passaporte italiano para ingressar na província de Misiones.
Da Argentina, o senador embarcou com a família em um jatinho particular da empresa Baires Fly rumo a Guayaquil, no Equador, antes de seguir para o aeroporto de Opa-Locka, em Miami.
O “apoio explícito de governos aliados na região”, como do argentino Javier Milei e do equatoriano Daniel Noboa, ambos líderes de direita, foi apontado por jornais como o argentino La Nación como decisivo para viabilizar a jornada.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.