quinta-feira, 13 de agosto de 2026 📬 Resumo no TelegramPortaisSobre🌓
🇧🇷 BR ▾
ÚLTIMAS
USP de Bauru recebe inscrições para residências em áreas profissionais da saúde Papos de Física: ‘Supercordas e a gravitação quântica’ Nanopartícula combina duas estratégias para acelerar a cicatrização de feridas crônicas Matéria orgânica dos oceanos está carregada de poluentes industriais e farmacêuticos FAPESP lança chamada de propostas com agência científica japonesa Treinamento técnico em saúde da mulher Treinamento técnico em ciências ambientais na UFABC de Santo André SYN lucra R$ 6.536 mil no segundo trimestre, queda de 34,3% Raízen reduz prejuízo para R$ 1,64 bilhão no segundo trimestre Dasa registra prejuízo líquido de R$ 35,0 milhões no segundo trimestre, variação de -92,3% USP de Bauru recebe inscrições para residências em áreas profissionais da saúde Papos de Física: ‘Supercordas e a gravitação quântica’ Nanopartícula combina duas estratégias para acelerar a cicatrização de feridas crônicas Matéria orgânica dos oceanos está carregada de poluentes industriais e farmacêuticos FAPESP lança chamada de propostas com agência científica japonesa Treinamento técnico em saúde da mulher Treinamento técnico em ciências ambientais na UFABC de Santo André SYN lucra R$ 6.536 mil no segundo trimestre, queda de 34,3% Raízen reduz prejuízo para R$ 1,64 bilhão no segundo trimestre Dasa registra prejuízo líquido de R$ 35,0 milhões no segundo trimestre, variação de -92,3%
Últimas

Judiciário precisa reconhecer falhas e se dispor a corrigi-las

Folha de S.Paulo ·
Judiciário precisa reconhecer falhas e se dispor a corrigi-las

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.

Ao menos em teoria, o Supremo Tribunal Federal parece ter encontrado o rumo no debate sobre os penduricalhos das carreiras jurídicas, os infames pagamentos extrassalariais que violam a Constituição , agridem o erário e insultam a moralidade administrativa.

A mostra de sensatez partiu do ministro Edson Fachin durante seminário realizado nesta semana pela Folha . Em discurso de abertura do evento , o presidente da corte sinalizou que o tema dos penduricalhos deverá ser tratado por lei federal, cujo anteprojeto estará pronto até o final do ano.

Fachin reafirmou, dessa forma, o que já havia indicado acertadamente em junho: que cabe ao Congresso Nacional resolver o assunto.

Agora, no encontro promovido pelo jornal para discutir os desafios do sistema de Justiça e contribuir para seu aperfeiçoamento, o ministro inscreveu as discussões sobre o regime remuneratório da magistratura em um quadro mais amplo, do qual também fazem parte outras "questões estruturais do Estado brasileiro".

Espera-se que o anteprojeto de fato avance e que na sua longa jornada —desde o grupo de trabalho criado por Fachin até a sanção presidencial, passando pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal— não termine desvirtuado por interesses mesquinhos e corporativistas.

Não será fácil. A sociedade há de estar vigilante para que, nesse caminho, não se repita o que aconteceu no seio do próprio STF .

Em fevereiro, os ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes proferiram liminares para conter a farra dos penduricalhos. Com o passar dos meses, porém, o plenário da corte não só aliviou restrições como também liberou pagamentos acima do teto constitucional , desde que respeitados certos critérios —e, ainda assim, as normas têm sido descumpridas.

É urgente que essa flexibilização seja revista pelos meios certos, a saber, o Congresso. Até porque, quando as regras para o Judiciário são determinadas pelo STF ou pelo Conselho Nacional de Justiça ( CNJ ), elas não incluem os ministros da mais alta corte.

Segundo especialistas que participaram do seminário da Folha , é crucial que essa situação seja alterada. Códigos de conduta e regras de integridade para o Judiciário terão efetividade apenas se abrangerem o topo da carreira e se espraiarem por todos os braços do sistema judicial, como advocacia e Ministério Público.

A implantação de normas dessa natureza pode ser um primeiro passo para resgatar a credibilidade do Poder. Convém lembrar que, em março, pesquisa Datafolha revelou que 43% dos brasileiros dizem não confiar no Supremo, o patamar mais elevado já detectado pelo instituto.

Que o Judiciário leve a sério as palavras de Fachin no encontro do jornal: "uma instituição verdadeiramente comprometida com a integridade não é aquela que imagina não cometer erros, mas é aquela que aceita ser examinada, que reconhece suas falhas e se dispõe a corrigi-las".

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.

Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros.

Ler a notícia completa no Folha de S.Paulo ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.

Mais de Folha de S.Paulo

Ver tudo ›

Mais em Últimas

Ver tudo ›