Gleisi aciona PGR contra Zanatta por posts sobre vacinação infantil
A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) apresentou à Procuradoria-Geral da República ( PGR ) uma notícia de fato contra a deputada Julia Zanatta (PL-SC) por publicações relacionadas à vacinação infantil contra a Covid-19.
A iniciativa, divulgada pela petista nesta sexta-feira (14/8), ocorre em meio ao período eleitoral.
Zanatta é pré-candidata à reeleição para a Câmara dos Deputados, enquanto Gleisi pretende disputar uma vaga no Senado pelo Paraná.
No documento enviado à PGR, Gleisi afirma que Zanatta vem divulgando de forma repetida informações falsas ou enganosas.
Para a petista, esse tipo de conteúdo pode levar pais e responsáveis a deixarem de seguir orientações de saúde pública voltadas à proteção de crianças e adolescentes.
“Crianças não têm autonomia para decidir sobre a própria saúde, a decisão é de terceiros, mas as consequências recaem sobre elas”, escreveu Gleisi nas redes.
Ela lembrou que a Constituição, o Estatuto da Criança e do Adolescente ( ECA ) e decisões do Supremo Tribunal Federal ( STF ) reconhecem a obrigatoriedade da vacinação.
Confira na íntegra: Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Gleisi Hoffmann (@gleisihoffmann) O que Gleisi pede à PGR Gleisi quer que a PGR abra um procedimento para apurar as falas de Zanatta .
Ela também pede que o órgão verifique o alcance das publicações e se houve algum tipo de financiamento para impulsionar o conteúdo.
Entre os pedidos estão a requisição de informações técnicas às autoridades sanitárias, uma verificação de possível incitação ao descumprimento de determinações de saúde pública, e um pedido ao Ministério da Saúde (MS) para detalhar as regras vigentes hoje para vacinação contra Covid-19 em crianças.
Um dos vídeos citados mostra Zanatta defendendo a responsabilização de pessoas e autoridades que defenderam a obrigatoriedade da vacina infantil contra Covid-19.
Queda na vacinação entra na conta A representação relaciona as publicações à queda nas coberturas vacinais e ao risco de doenças voltarem a circular no país.
O exemplo usado pela parlamentar paranaense é o sarampo .
O Brasil perdeu em 2019 o certificado de país livre da circulação endêmica da doença, depois de mais de 18 mil casos.
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