Datafolha: 50% dos brasileiros veem chance de interferência estrangeira nas eleições
Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
Uma parcela de 50% dos eleitores acredita existir chance de outros países interferirem na eleições brasileira, enquanto 43% descartam a possibilidade de agência de estrangeiros no pleito nacional. Os dados são de novo recorte de pesquisa Datafolha divulgado neste sábado (22).
O grupo que enxerga uma possível interferência nas eleições se divide entre 32% que afirmam ver isso como um problema e 18% dos entrevistados que respondem o oposto.
A pesquisa, contratada pela Folha e pela Globo, está registrada sob o código BR-04496/2026 no sistema do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Foram ouvidos 2.058 eleitores brasileiros da terça-feira (18) à quinta-feira (20). A abordagem foi pessoal em pontos de fluxo populacional. A margem de erro máxima prevista é de dois pontos percentuais, considerando um nível de confiança de 95%.
Esta é o primeiro levantamento feito pelo Datafolha após a conclusão do processo de registro das candidaturas e do início oficial da campanha.
Os resultados de uma pesquisa não são prognósticos, ou seja, não pretendem antecipar o que sairá das urnas. Eles formam um retrato da opinião dos entrevistados no momento em que os pesquisadores foram a campo.
Na entrevista, o instituto pede que o entrevistado considere as manifestações de líderes de outros países sobre as eleições do Brasil.
O questionamento ocorre em um contexto de preocupação com medidas e declarações de líderes estrangeiros sobre a eleição de outubro, temor que, como mostrou a Folha , se espalhou inclusive pelo governo e pela campanha do presidente Lula ( PT ).
Nos últimos meses, o governo de Donald Trump aplicou sobretaxas a produtos brasileiros , bem como voltou a discutir sanções ao ministro Alexandre de Moraes , do STF (Supremo Tribunal Federal).
O Itamaraty também recusou vistos a dois funcionários do Departamento de Estado americano. Segundo o jornal The Washington Post , Trump planejava enviar auxiliares ao Brasil para lançar dúvidas sobre a integridade e a transparência do processo eleitoral brasileiro.
Na última sexta (21), Lula telefonou para Trump e disse que o tarifaço foi baseado em alegações infundadas envolvendo o Pix , o etanol brasileiro e importações com trabalho forçado.
Da vizinha Argentina , por sua vez, o presidente Javier Milei deu uma série de declarações críticas a Lula e ao ministro do STF . O ultradireita também veio ao Brasil participar da convenção do PL que confirmou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro ( PL -RJ), principal opositor do petista nestas eleições.
Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.