Irã amplia ataques a petroleiros e pressiona Trump às vésperas da eleição
Dez petroleiros foram atingidos no estreito entre 28 de setembro e 4 de outubro, segundo a empresa de rastreamento marítimo Kpler. É o maior número semanal do ano; o recorde anterior era seis. Na noite de quarta (7), um navio-tanque foi atingido ao norte do Qatar, longe do ponto habitual dos ataques, e houve vítimas. A autoria desse ataque não foi confirmada. Pelos dados da Kpler, o volume de petróleo que cruza Hormuz caiu pela metade entre sexta e segunda, o que contradiz a afirmação de Trump de que o fluxo bate recordes. O barril do tipo Brent, referência internacional, subiu cerca de 5% e passou de US$ 105.
Apesar da promessa de Trump, o Pentágono preparou, por ordem dele, planos para uma ofensiva de cerca de três dias contra o arsenal de mísseis e drones do Irã, instalações de energia e postos de comando da Guarda Revolucionária , segundo o jornal The New York Times. Até o fim do mês, três porta-aviões americanos estarão na região, o que não acontecia desde 2003. O chefe do Estado-Maior iraniano, Ali Abdollahi, disse que o país responderá "com força total" a qualquer ataque, antes ou depois da votação americana. As negociações, feitas por meio de intermediários, emperram na ordem dos temas: Washington quer começar pelo programa nuclear, e Teerã quer deixá-lo para o fim.
A guerra começou em 28 de fevereiro, com ataques dos EUA e de Israel ao Irã. Um cessar-fogo firmado em abril não se sustentou. O conflito se estendeu ao Iêmen, de onde os rebeldes houthis, aliados de Teerã, voltaram a disparar mísseis contra a Arábia Saudita nesta quinta.
A Promotoria federal de Nova York apresentou nesta quinta-feira nova acusação contra o ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua mulher, Cilia Flores, agora por tortura e repressão . Segundo o documento, entre 1999 e 2025, o casal e seu círculo próximo mantiveram um sistema violento para garantir a permanência no poder. Nesse período, milhares de venezuelanos teriam sido perseguidos, presos, torturados ou mortos. A acusação cita ao menos três vítimas americanas. Uma delas teria sido submetida a choques elétricos e simulação de afogamento.
Os novos crimes atribuídos ao casal se baseiam em depoimentos de três ex-altos funcionários do regime. A acusação aponta a participação da Direção-Geral de Contrainteligência Militar (DGCIM), dos chamados coletivos (grupos armados alinhados ao chavismo) e da guerrilha colombiana Farc. Segundo o jornal colombiano El Tiempo, o documento afirma ainda que Maduro combinou com líderes das Farc, em 2013, a venda de explosivos do Exército venezuelano para quitar uma dívida ligada ao narcotráfico .
Maduro e Flores estão presos no Brooklyn desde 3 de janeiro, quando foram capturados em uma operação militar americana em Caracas. Os dois se declaram inocentes. O juiz negou o pedido de prisão domiciliar de Flores por motivos de saúde. A defesa alega que Maduro tem imunidade de chefe de Estado. A Promotoria responde que os EUA nunca o reconheceram como presidente e que o governo de Delcy Rodríguez, aceito por Washington como interino, nunca pediu essa imunidade. O tema será discutido em audiência em 17 de novembro.
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