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MPE reforça pedido de impugnação da candidatura de Binho Galinha

A Tarde ·
MPE reforça pedido de impugnação da candidatura de Binho Galinha

O Ministério Público Eleitoral (MPE) reforçou o pedido de impugnação da candidatura à reeleição do deputado estadual Binho Galinha (Avante) em ação movida no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA).

A manifestação, obtida pelo portal A TARDE, foi recebida pela Corte nesta terça-feira, 31, após envio do procurador Cláudio Gusmão, autor da ação que requer a impugnação.A manifestação foi enviada à Corte após intimação.

No novo parecer, o MPE reforça as acusações contra Binho Galinha formuladas pela Operação El Patrón, as quais apontam o parlamentar como líder de uma milícia na cidade de Feira de Santana, além de suposto envolvimento em lavagem de dinheiro, agiotagem, jogo do bicho e corrupção de menores.Para o procurador, a suposta atuação do deputado como chefe da organização criminosa resulta em uma “aniquilação da liberdade de voto”, justificando a impugnação da candidatura.“O processo eleitoral viciado pela atuação de organizações criminosas e/ou congêneres, a exemplo das milícias, põe em xeque a liberdade de escolha do eleitorado. [...] Não há espaço para liberdade sob o domínio do crime organizado, tampouco margem ao exercício do voto consciente e desimpedido, lastreado no livre consentimento”, diz o posicionamento obtido pela reportagem.

Leia Também: OPERAÇÃO EL PATRÓN Justiça concede habeas corpus e revoga prisão de Binho Galinha CAMPANHA DO PSB Troca de nomes: PSB esclarece falta de verba para Vitor Bonfim ENVIADO AO TSE Augusto Cury diz ter doutorado não feito em plano de governo Defesa rebateuNo dia 20 de agosto, os advogados de Binho galinha contestaram o pedido de impugnação formulado pelo MPE.

A peça rebateu, ponto a ponto, a tese da acusação, sustentando que as acusações penais pendentes não se equiparam a milícias privadas ou grupos paramilitares, além de apontar graves nulidades que podem invalidar todo o acervo probatório derivado da Operação El Patrón.O MPE argumentou que a Justiça Eleitoral abriu precedente para derrubar a candidatura do deputado após ação julgada no Rio de Janeiro.

No entanto, a defesa do parlamentar do Avante rebateu afirmando que o caso se tratava de candidato integrado a milícia armada com domínio territorial violento, ameaças a empresários registradas em vídeo e coação eleitoral direta, enquanto o caso de Binho Galinha envolve acusações de infrações essencialmente econômicas.CondenaçãoO Ministério Público Eleitoral explorou a condenação de primeiro grau de Binho Galinha a mais de 36 anos de prisão, decorrente de apreensões de armas de fogo em dezembro de 2023, para justificar a suposta existência de um braço armado.Os advogados afirmam que a Justiça Eleitoral não pode conferir à prova criminal eficácia que o próprio juízo criminal descartou.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.

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