Durante greve de entregadores, 99Food e Keeta oferecem até R$ 9 extras
Enquanto entregadores de aplicativos aderiam a uma paralisação nacional nesta terça-feira, 1º, as plataformas 99Food e Keeta ofereceram valores extras para quem continuasse trabalhando em São Paulo.
As campanhas chegaram a pagar até R$ 9 adicionais por entrega durante o horário do movimento.Na Keeta, uma captura registrada às 12h06 mostrava bônus de R$ 7 em diferentes regiões da capital paulista e de R$ 9 em Perdizes.
Nesse caso, o valor adicional era válido das 11h49 às 13h e seria pago por cada pedido concluído.A 99Food também lançou promoções no período.
Entre 11h30 e 12h20, os entregadores recebiam R$ 3 a mais por corrida, com limite de cinco pedidos.
Na sequência, entre 12h20 e 13h, o adicional passou para R$ 7 por entrega em São Paulo e região.
1 de 2 | Foto: Reprodução | Redes Sociais 2 de 2 | Foto: Reprodução | Redes Sociais Bônus podem gerar questionamento trabalhistaA oferta de valores extras justamente durante o período da paralisação pode provocar questionamentos sobre a atuação das plataformas.O Manual de Atuação sobre Atos Antissindicais do Ministério Público do Trabalho (MPT) aponta como possível violação ao direito de greve a concessão de prêmios ou outros incentivos destinados a estimular trabalhadores a não aderirem a uma paralisação.O Tribunal Superior do Trabalho (TST) também já condenou empresas que ofereceram bonificações a funcionários que permaneceram trabalhando durante movimentos grevistas.No caso dos entregadores de aplicativos, porém, existe uma particularidade.
As plataformas defendem que esses profissionais são trabalhadores independentes, enquanto a natureza jurídica da relação entre entregadores e empresas ainda é discutida nos tribunais.
Leia Também: ECONOMIA iFood acusa rival chinesa de concorrência desleal BRASIL iFood libera programa para entregadores financiarem casa própria BRASIL Pedido do iFood não chegou? Empresa pode pagar indenização de R$ 5 mil Categoria cobra aumento nas taxasA paralisação desta terça-feira, 1º, faz parte do chamado “Breque Geral dos Apps”, movimento organizado por entregadores por meio das redes sociais e de grupos de mensagens.Entre as principais reivindicações está a mudança nos valores pagos pelas plataformas.
Os trabalhadores pedem R$ 10 por corrida curta, além de R$ 2,50 por quilômetro rodado.A categoria afirma que os valores atualmente recebidos não seriam suficientes para cobrir despesas como combustível e manutenção das motocicletas.Outro ponto de insatisfação é a modalidade “+Entregas”, na qual o profissional atua em determinada região e dentro de horários estabelecidos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.