Uefa cobra explicações da Fifa sobre proximidade entre Infantino e Trump
A relação entre Gianni Infantino , presidente da Fifa , e Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, tornou-se alvo de questionamentos formais da Uefa.
Em carta enviada após a reunião do Conselho da Fifa, a entidade europeia pediu esclarecimentos sobre uma série de acordos e intervenções envolvendo Trump e pessoas próximas a ele.
Entre os pontos levantados estão o arrendamento de um escritório na Trump Tower, o patrocínio da Copa do Mundo com a empresa Kalshi, que atua no mercado de previsões, discussões sobre uma criptomoeda da Fifa e a participação de familiares do presidente dos EUA em eventos oficiais da federação.
A Uefa afirmou que “questões sérias relativas a potenciais conflitos de interesses, transparência e responsabilidade institucional” precisam ser respondidas.
Também questionou se Infantino teria algum contrato ou benefício econômico ligado à Fifa Football Enterprise (FFE), que pretendia vender parte dos direitos comerciais do futebol a investidores ligados a Trump.
O projeto foi abandonado após críticas de entidades como Uefa, Concacaf e AFC.
Segundo fontes da imprensa europeia, havia previsão de remuneração de até US$ 30 milhões anuais para Infantino caso o projeto fosse adiante.
LEIA MAIS: Gianni Infantino intensifica campanha eleitoral com visitas à África e à Ásia LEIA MAIS: Associação Norueguesa de Futebol formaliza denúncias contra Gianni Infantino em comitês da Fifa Governança Além da relação com Trump, a Uefa já havia enviado 42 perguntas à Fifa sobre governança e procedimentos internos .
A carta foi assinada pelo secretário-geral Theodore Theodoridis e abordou temas como o plano de venda de jogadores da Copa do Mundo e a condução das eleições presidenciais da entidade.
Durante a última reunião do Conselho, advogados contratados pela Fifa tentaram justificar o projeto da FFE, mas não convenceram os dirigentes europeus.
Infantino se limitou a dizer que responderia às perguntas por escrito.
A Uefa estabeleceu prazo de duas semanas, até o início de novembro, para receber as respostas.
A Fifa já informou que não vai respeitar esse cronograma.
“Embora a Fifa pretenda responder às perguntas enviadas pelos membros do seu Conselho, não tem qualquer intenção de violar a confidencialidade ao comentar comunicações internas e/ou documentação à imprensa”, afirmou um porta-voz da Fifa.
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