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Caso Gisele: Tenente-coronel preso por feminicídio foi punido por mentir à PM

UOL Notícias ·
Caso Gisele: Tenente-coronel preso por feminicídio foi punido por mentir à PM

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu pelo feminicídio da esposa, a soldado Gisele Alves Santana, foi punido pela Polícia Militar após a corporação concluir que ele "faltou com a verdade" em uma sindicância interna em 2024. A informação consta no Registro de Informações de Punições de Oficiais, anexado ao processo criminal nesta segunda-feira (14/9) e obtido pela coluna Alfredo Henrique, do portal Metrópoles.

O documento reúne nove transgressões disciplinares atribuídas ao oficial entre 2000 e 2024, sendo duas graves e sete médias. Na apuração mais recente, o militar se afastou da área designada de serviço e afirmou falsamente que possuía autorização para o deslocamento.

Pelas condutas, o réu recebeu um dia de permanência disciplinar, sanção que obriga a permanência na unidade sem o afastamento das atividades. O acusado está preso desde 18 de março no Presídio Militar Romão Gomes, localizado na zona norte de São Paulo.

O oficial responde na Justiça comum pelo feminicídio da companheira, morta com um tiro na cabeça em 18 de fevereiro, no apartamento do casal, no centro paulistano. O militar sustenta que a vítima cometeu suicídio após uma discussão sobre o fim do relacionamento.

A Polícia Militar afirmou, em representação enviada à Secretaria da Segurança Pública, que há "fortes indícios" do envolvimento do suspeito no disparo. O investigado também responde a um Conselho de Justificação instaurado em 31 de março pelo secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves.

O procedimento administrativo avalia se o acusado pode perder o posto e a patente na corporação. O julgamento da situação administrativa estava previsto para esta segunda-feira (14/9), mas acabou adiado.

Em depoimento à Corregedoria, o réu negou as acusações e alegou que um vídeo em que aparece apontando uma arma para a própria cabeça pode ter sido criado por inteligência artificial. O oficial sugeriu ainda que marcas no pescoço da vítima foram produzidas no necrotério para incriminá-lo.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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