Globo faz dobradinha com Flávio Bolsonaro e arma “investigação” paralela sobre Lulinha
Mais uma vez sem alternativas na chamada terceira via – consórcio que une mídia liberal, Centrão e Faria Lima -, a Globo, da família Marinho, retomou a dobradinha com o clã Bolsonaro e armou uma “investigação” própria contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, uma das principais apostas da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) para tirar o foco da crise intermitente da campanha e tentar reverter o desempenho nas pesquisas, onde aparece atrás de Lula desde a revelação do elo de irmandade com Daniel Vorcaro.
Porta-voz político dos Marinho, o jornal O Globo escalou repórteres tarimbados e montou uma investigação paralela sobre o caso, que resultou em quatro reportagens publicadas na edição desta quarta-feira (19).
O jornal expõe como fontes “três pessoas que trabalharam no imóvel” alugado pela empresária Roberta Luchsinger em Brasília, neta de Peter Paul Arnold Luchsinger que foi acionista do banco Credit Suisse e que é tratada como “lobista” pelo jornal.
“Uma delas é a empregada doméstica Zildeni Souza, que acompanhou a rotina na casa durante sete meses, entre 2024 e 2025”, diz a reportagem principal, intitulada “Mansão em Brasília era usada por lobista e Lulinha para reuniões”, expondo a identidade da trabalhadora.
A estratégia remete ao caso do caseiro Francenildo Costa durante as eleições de 2006.
À época, os jornais turbinaram acusando o então ministro da Fazenda, Antônio Palocci, de quebrar o sigilo na Caixa Econômica Federal (CEF) do caseiro da chamada “casa do lobby”.
Em 2009, o STF rejeitou, por 5 votos a 4, a denúncia contra o ex-ministro e seu assessor de imprensa por falta de provas.
A estratégia da Globo é a mesma: criar factóides para alimentar narrativas que possam ser propagadas pelos adversários de Lula durante a campanha eleitoral.
Neste ano, o beneficiado é Flávio Bolsonaro.
Em outra reportagem, O Globo manobra para ligar o caso ao esquema de fraudes contra aposentados, que tem origem no governo Jair Bolsonaro e envolve Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, que usava a mesma empresa de contabilidade, a Voga Serviços Contábeis, que o escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro.
Sócia administradora dos negócios de Flávio, Letícia Caetano é irmã de Alexandre Caetano dos Reis, preso por ser acusado de atuar como operador de Antunes nas fraudes no INSS.
“Lobista postou foto em mansão usada para reuniões com Lulinha no dia de operação da PF sobre fraudes do INSS”, diz a chamada da reportagem, que resgata uma publicação de Roberta Luchsinger nas redes na casa em Brasília no mesmo dia em que foi alvo de uma operação da PF sobre as fraudes no INSS, que segue em investigação.
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