Advogado de Lulinha aponta “pirotecnia” e “cegueira deliberada” em dobradinha da Globo com Flávio Bolsonaro
Advogado de Fábio Luís Lula da Silva e coordenador jurídico da campanha de Lula em São Paulo, Marco Aurélio Carvalho, do grupo Prerrogativas, aponta “pirotecnia” e “cegueira deliberada” da família Marinho, dona da Globo, ao escalar jornalistas para uma “investigação” paralela do filho do presidente, alimentando a principal bandeira de campanha de Flávio Bolsonaro (PL).
“É tática diversionista, pirotécnica, para tentar tirar os olhos do que é fundamental.
Nós precisamos discutir um programa de governo para esse país poder continuar seguindo em frente que, se Deus quiser, seguirá em frente sob a liderança lúcida e firme do presidente Lula”, afirmou em entrevista exclusiva à Fórum na manhã desta quarta-feira (19), após o jornal O Globo publicar quatro “reportagens” de uma “investigação” paralela sobre o caso.
Braço político dos Marinho, que retomaram a dobradinha com o clã Bolsonaro diante do fracasso da chamada terceira via, o jornal expõe como fontes “três pessoas que trabalharam no imóvel” alugado pela empresária Roberta Luchsinger em Brasília, neta de Peter Paul Arnold Luchsinger que foi acionista do banco Credit Suisse e que é tratada como “lobista” pelo jornal.
SAIBA MAIS: Globo faz dobradinha com Flávio Bolsonaro e arma “investigação” paralela sobre Lulinha “Uma delas é a empregada doméstica Zildeni Souza, que acompanhou a rotina na casa durante sete meses, entre 2024 e 2025”, diz a reportagem principal, intitulada Mansão em Brasília era usada por lobista e Lulinha para reuniões, expondo a identidade de uma funcionária do imóvel.
O caso remete “O curioso é que esses grandes jornais que estão atuando em parceria com setores da Polícia Federal para desgastar a imagem do presidente Lula, para tentar de alguma forma contaminar o processo eleitoral, estão fechando os olhos para situações extremamente graves que deveriam atingir o campo adversário.
Nós sabemos o que aconteceu nos verões passados com a família Bolsonaro, situações bastante constrangedoras”, disse Marco Aurélio Carvalho á Fórum.
O advogado ainda questiona a seletividade da mídia liberal, que praticamente esqueceu da cobertura do escândalo do caso Master após a revelação, pelo site The Intercept, de um áudio em que Flávio Bolsonaro cobra Daneil Vorcaro, pivô do esquema criminoso, de parte dos 24 milhões de dólares que seriam enviados ao clã para um fundo administrado pelo advogado Paulo Calixto, que atua como operador financeiro de Eduardo Bolsonaro nos EUA.
“Eu não vejo esses setores da imprensa questionarem o que foi feito com os mais de 60 milhões de reais [que foram efetivamente transferidos por Vorcaro ao fundo] destinados por um banqueiro que está preso para a família Bolsonaro, especificamente para um de seus filhos.
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