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EUA autorizam empresas privadas a realizar ataques cibernéticos no exterior

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EUA autorizam empresas privadas a realizar ataques cibernéticos no exterior

O governo de Donald Trump criou um programa que permitirá a empresas privadas dos Estados Unidos realizar operações cibernéticas ( ciberataques ) contra organizações criminosas estrangeiras, desde que atuem sob direção e supervisão federal .

A medida foi formalizada em um memorando presidencial assinado na última quarta-feira (12).

A iniciativa envolve os Departamentos de Justiça e Segurança Interna e pretende ampliar a capacidade americana de combater crimes digitais como fraudes, ransomware, extorsão sexual e phishing .

As empresas autorizadas poderão coletar informações e executar ações destinadas a alterar, interromper, degradar ou destruir sistemas utilizados pelos grupos-alvo.

O programa será restrito a organizações criminosas transnacionais estrangeiras que não façam parte formalmente de governos estrangeiros nem estejam totalmente subordinadas a eles.

As regras operacionais ainda serão detalhadas nos próximos 60 dias , enquanto as companhias interessadas terão de passar por uma seleção rigorosa e poderão ser obrigadas a manter uma garantia de pelo menos US$ 1 milhão.

Como funcionará a participação das empresas Casa Branca nos Estados Unidos – Imagem: Waqas_creatives/Shutterstock A estrutura criada pela Casa Branca ficará sob responsabilidade do National Coordination Center, órgão que deverá administrar o programa e autorizar a participação de empresas privadas americanas.

A supervisão será compartilhada por dois diretores executivos, um indicado pelo Departamento de Justiça e outro pelo Departamento de Segurança Interna.

Nenhuma companhia poderá agir por conta própria dentro da iniciativa.

Cada operação deverá ser submetida à análise dos responsáveis pelo programa e receber autorização e orientação por escrito antes de ser executada.

O memorando determina ainda que as ações sejam realizadas exclusivamente em nome do governo federal e dentro das competências legais atribuídas às autoridades americanas.

Para ingressar no programa, as empresas terão de demonstrar capacidade técnica, experiência comprovada em operações cibernéticas, segurança de suas instalações, qualificação de pessoal, confiabilidade e outros requisitos que venham a ser definidos.

A intenção declarada é permitir tanto a participação de grandes companhias, capazes de oferecer maior escala, quanto de empresas menores, voltadas a tarefas especializadas.

As participantes também deverão firmar contratos com o Departamento de Justiça ou com o Departamento de Segurança Interna.

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