Samarco prevê retomar posição de 2º maior exportador global de pelotas em 2028
BELO HORIZONTE, 25 Ago (Reuters) – A Samarco prevê reconquistar a posição de segundo maior exportador global de pelotas de minério de ferro a partir de 2028, quando atingirá sua capacidade máxima de produção, e vê forte crescimento da demanda por seus produtos nos próximos anos, disse o presidente da companhia, Rodrigo Vilela, à Reuters nesta terça-feira.
Joint venture da Vale com a BHP, a Samarco opera atualmente com cerca de 60% de sua capacidade produtiva e comercializou 15,9 milhões de toneladas de pelotas e finos de minério de ferro em 2025.
A própria Vale é a maior exportadora de pelotas.
Leia também Embraer certifica jato que pousa sozinho em caso de emergência Phenom 300EV torna-se o primeiro jato da categoria com sistema de pouso totalmente automatizado certificado por autoridades do Brasil, dos EUA e da Europa Vale vê potencial para até 50 mi t de minério de ferro em projeto em Carajás, diz CEO Pimenta defendeu que sejam realizadas reformas regulatórias para que o projeto possa deslanchar Para atingir 100% da capacidade instalada a partir de 2028, de 26 milhões a 27 milhões de toneladas por ano de finos e pelotas, a empresa prevê investimentos de R$13,8 bilhões.
Vilela disse que há grande expectativa para o mercado de pelotas, com impulso da transição energética para uma economia de baixo carbono.
Segundo ele, a demanda por pelotas no mercado transoceânico está por volta de 100 milhões a 120 milhões de toneladas por ano e pode crescer para acima de 300 milhões a partir de 2030. ‘Os nossos clientes estão investindo em grandes projetos de descarbonização, principalmente na Europa, no Japão, transformando seus alto-fornos em plantas de redução direta, que vão requerer cada vez mais pelotas, que, sem dúvida nenhuma, é o grande vetor para que eles possam descarbonizar’, afirmou o executivo, durante participação no congresso de mineração Exposibram.
A Samarco vem retomando sua capacidade produtiva desde dezembro de 2020, após ter ficado anos paralisada devido ao rompimento mortal de barragem em Mariana, em Minas Gerais, em 2015.
Vilela disse que atualmente o foco da empresa é cuidar da reparação pelo rompimento e recuperar sua capacidade produtiva, mas que futuramente poderia buscar expandir sua capacidade de produção. ‘É claro que, para além disso, nós temos possibilidade de avançar nas nossas vantagens competitivas’, disse o presidente da Samarco, pontuando que a empresa tem modais ‘extremamente competitivos’ do ponto de vista financeiro, social e ambiental e também poderia aumentar a capacidade da mina.
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