BBA: Klabin deve destravar bom momento operacional no 2º semestre
Com melhor momento sazonal, o segundo semestre promete ser mais favorável para a Klabin ( KLBN11 ).
Analistas do Itaú BBA visitaram a unidade Puma II da Klabin ( KLBN11 ), na região de Ortigueira, no Paraná.
A conclusão principal é que a plena operação das instalações aumentam o otimismo em relação ao momento da companhia durante o segundo semestre deste ano.
De acordo com o BBA, durante o próximo semestre, a companhia entra em seu período sazonalmente mais forte, contando com uma vantagem florestal que continua aumentando.
Além disso, a Klabin deve contar com um momento mais favorável de preços em papel e celulose, junto com a flexibilidade para direcionar os volumes para os mercados onde os retornos são mais elevados, proporcionada, também, pela unidade no Paraná; Leia também Sabesp: mesmo com forte correção, Itaú BBA reitera recomendação de compra Para o banco, reação dos investidores é exagerada JPMorgan vê expansão, novos produtos e eficiência como motores para setor de saúde RD Saúde deve seguir ganhando mercado, enquanto Hypera mira aceleração em 2027 e Hapvida ainda trabalha na recuperação de resultados O projeto Puma II foi o maior investimento da história da companhia, com um complexo industrial que conta com a duas máquinas de papel.
O projeto fez da Klabin a primeira empresa do mundo a produzir o papel Eukaliner.
Segundo o banco, os quatro digestores do Puma permitem que a Klabin alterne entre diferentes tipos de produtos e redistribua volumes entre os mercados doméstico e de exportação conforme as condições mudam.
Diferente da análise de dez anos atrás, quando a tese de investimento estava centrada na capacidade do Puma I de geração de caixa, com o Puma II, o foco muda para capturar os retornos dos investimentos e reduzir a dívida.
Momento operacional Para o próximo semestre, os analistas acreditam que a atividade florestal é uma grande vantagem competitiva estrutural da Klabin.
De acordo com o BBA, a produtividade da companhia está aproximadamente 50% acima da média brasileira.
Além disso, no segmento de papel e embalagens, o kraftliner e o papel para embalagens estão se beneficiando de um mercado global de kraft mais apertado.
Com a oferta mais restrita, os preços chegaram a subir 6,6% no mercado local e de US$ 60 por tonelada nas exportações.
Com a opcionalidade da companhia, a Klabin tem conseguido aproveitar o atual ciclo favorável do kraft no Hemisfério Norte, ao mesmo tempo em que reduz o impacto de um ambiente mais fraco para a celulose de fibra curta.
Para o BBA, esse é justamente o diferencial qualitativo por trás da resiliência dos resultados da Klabin: a capacidade de manter resultados relativamente sólidos mesmo quando as condições do mercado de celulose e papel mudam.
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