Vai privatizar? Os sinais trocados da campanha de Flávio Bolsonaro sobre estatais
A campanha do candidato Flávio Bolsonaro tem transmitido mensagens distintas e pouco claras sobre o futuro das empresas estatais em um eventual governo do senador.
Embora o plano de governo preveja a retomada do Programa Nacional de Desestatização (PND), promovido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, integrantes da equipe econômica de Flávio não dizem quais companhias poderiam ser vendidas.
Em meio à campanha eleitoral, os assessores do candidato preferem dizer quais empresas não correriam risco de serem privatizadas.
Mais recentemente, um dos coordenadores econômicos do bolsonarismo descartou a privatização de três das principais estatais do país.
O programa de governo apresentado pela campanha não especifica quais empresas poderiam ser transferidas à iniciativa privada.
A proposta é avaliar cada caso individualmente, priorizando setores nos quais a presença estatal seja considerada desnecessária.
D eclarações dos integrantes da equipe econômica indicam uma falta de clareza sobre o alcance da política de desestatização.
Em setembro, Daniella Marques , coordenadora econômica da campanha, afirmou que mais de 20 estatais poderiam entrar na mira de um governo de Flávio Bolsonaro, incluindo o Banco do Brasil .
Já em 8 de outubro, Adolfo Sachsida , também integrante da equipe econômica, afirmou que o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e a Petrobras não seriam vendidos.
No dia seguinte, o próprio Flávio negou que pretenda privatizar a Petrobras e outras estatais, atribuindo os rumores sobre o assunto a uma tentativa de prejudicar sua candidatura.
Mais de 20 estatais na mira? Durante evento promovido pelo grupo empresarial Esfera Brasil, em setembro, Daniella Marques defendeu a retomada da agenda de privatizações.
Segundo a coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro, há mais de 20 estatais dependentes de recursos do Tesouro Nacional cuja permanência sob controle público deveria ser reavaliada.
“A gente tem mais de 20 estatais dependentes [do Tesouro Nacional], muitas delas que não fazem sentido de existir”, afirmou.
Continua após a publicidade Daniella citou o Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec), empresa pública voltada ao desenvolvimento de semicondutores, e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) como exemplos de companhias cuja existência sob controle estatal poderia ser questionada.
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