Disputa no TSE: Nunes Marques pautará caso ‘Exército do Lula’ após reversão de sua decisão por Cueva
A disputa no TSE sobre o canal de WhatsApp “Exército do Lula” terá um novo capítulo nas mãos do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques.
Caberá ao ministro definir a data em que o plenário da Corte analisará o futuro do canal, que reúne mais de 3 milhões de seguidores e é coordenado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).
A decisão de levar o caso ao colegiado partiu do corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, que derrubou, no domingo (11), a ordem de suspensão determinada horas antes por Nunes Marques, a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL).
Cueva solicitou a inclusão do processo na primeira sessão virtual disponível, preferencialmente em até 24 horas.
O episódio ganhou um novo desdobramento na madrugada desta segunda-feira (12).
Embora a suspensão tivesse sido revogada no domingo, o canal foi efetivamente bloqueado pelo WhatsApp por volta de 0h58, depois da ordem de restabelecimento.
Na manhã desta segunda, continuava indisponível.
Disputa no TSE expõe divergência entre Nunes Marques e Cueva A controvérsia começou antes mesmo da suspensão.
No sábado (10), Cueva, relator original da ação apresentada pela campanha de Flávio Bolsonaro, havia determinado a complementação das informações e provas relativas ao suposto uso irregular do canal.
Entretanto, apenas 41 minutos depois dessa decisão, a campanha bolsonarista apresentou à Presidência do TSE um pedido administrativo com a mesma finalidade, acompanhado de documentos que não integravam a investigação original.
No domingo (11), Nunes Marques acolheu a solicitação e determinou que o WhatsApp suspendesse o canal, impedindo novas publicações e a entrada de seguidores até a homologação do resultado do segundo turno.
A medida provocou forte reação de Janones e de aliados do presidente Lula.
A Revista Fórum noticiou a decisão de Nunes Marques e a ofensiva contra o canal , que se tornou uma das principais ferramentas de mobilização digital dos apoiadores do petista.
Horas depois, Cueva reverteu a determinação e decidiu encaminhar a controvérsia ao plenário.
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