Braskem tem até esta sexta para avançar em acordo sobre dívida de R$ 56 bilhões; maior credor ainda não aderiu
Braskem protocola pedido de recuperação extrajudicial A Braskem tem até esta sexta-feira (9) para que seus principais acionistas e credores cheguem a um acordo sobre as condições comerciais do plano de recuperação extrajudicial da empresa, que prevê a renegociação de US$ 10,9 bilhões (R$ 56,5 bilhões) em dívidas.
A empresa, seus principais acionistas — Petrobras e FIP Shine I — e os credores que já aderiram ao processo precisam chegar a um consenso sobre os termos do plano.
Segundo a Braskem, os termos da negociação estão em andamento e sendo discutidos entre as partes. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 "A companhia permanece empenhada em buscar uma solução consensual e ordenada para sua reestruturação financeira e manterá o mercado informado sobre os próximos passos, no momento adequado", afirma a Braskem em nota ao g1.
Apesar de o prazo estar chegando ao fim, ele não encerra a recuperação extrajudicial.
A Braskem ainda terá 90 dias, contados do protocolo do pedido, em 24 de agosto, para conquistar novas adesões e obter o apoio de mais de 50% dos credores abrangidos pelo processo. (saiba mais abaixo) Ou seja, hoje é uma data decisiva para que a companhia avance nas negociações de sua dívida com os credores.
Sem um acordo, há o risco de encerramento das tratativas, o que pode aumentar a pressão sobre a empresa e abrir caminho para um pedido de falência.
Já o prazo de 90 dias, que termina em meados de novembro, é o limite legal para que a Braskem obtenha o apoio necessário à aprovação de seu plano de recuperação extrajudicial.
Atualmente, os signatários representam 39,6% do total. 🔍 Na recuperação extrajudicial, a empresa negocia diretamente com seus credores uma forma de reorganizar as dívidas e depois leva o acordo à Justiça para homologação.
É diferente da recuperação judicial, que envolve um processo mais amplo na Justiça.
O acordo pode prever, por exemplo, mais prazo para pagar as dívidas ou um período sem pagamentos.
Nos dois casos, o objetivo é evitar a falência e dar condições para que a empresa continue funcionando.
O que acontece se houver acordo nesta sexta-feira? O acordo deve definir os princípios comerciais que vão orientar a elaboração da versão atualizada do plano de recuperação.
A proposta prevê a divisão dos sacrifícios financeiros entre os credores, a empresa e seus acionistas controladores.
Entre os pontos discutidos estão: Alterações nos prazos de pagamento das dívidas; Períodos de carência para o pagamento do valor principal e dos juros; Condições para o pagamento dos juros; Possíveis melhorias nas garantias e nas condições financeiras oferecidas aos credores.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Economia.