Function calling conecta modelos de IA a ferramentas e sistemas; entenda
Quem passa o dia alternando entre sistemas e planilhas já começa a encontrar na inteligência artificial uma forma de encurtar parte desse caminho.
Modelos de IA conseguem interagir com ferramentas, bancos de dados e outros sistemas para buscar informações ou acionar tarefas sem exigir tantas etapas manuais.
Uma das tecnologias por trás dessa integração é o function calling , ou chamada de função.
Com ela, o modelo consegue identificar quando precisa recorrer a uma ferramenta externa e quais dados devem ser enviados para que a ação aconteça.
OpenAI, Google e Anthropic já oferecem esse tipo de tecnologia em suas plataformas para desenvolvedores.
O movimento acompanha o crescimento de sistemas de IA capazes de combinar linguagem natural com o uso de ferramentas.
Leia também: R$ 40,5 mil por mês: onde estão os empregos em tecnologia no Brasil? IA escolhe a ferramenta certa Nas empresas, esse processo aparece quando um agente de IA precisa consultar sistemas internos ou acionar uma tarefa a partir de um comando de voz.
Plataformas como Sara Studio, da Senior Sistemas, levam esse tipo de integração para o ambiente corporativo.
Mas há uma diferença importante nesse processo: o modelo de linguagem não executa diretamente a função.
Ele indica qual ferramenta deve ser acionada e envia os dados necessários para que a aplicação faça a tarefa e devolva o resultado.
A documentação da OpenAI descreve esse fluxo como uma troca contínua entre o modelo e a aplicação.
A inteligência artificial solicita o uso de uma função, a aplicação executa a ação e o resultado volta ao modelo para que a interação prossiga.
O mesmo mecanismo pode ser usado para consultar bases de dados, buscar informações atualizadas, abrir chamados ou atualizar registros.
Em tarefas complexas, mais de uma função pode entrar no mesmo fluxo.
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