Alta-costura ou fast fashion? O que quer para sua vida financeira?
Na semana passada, participei de um encontro com mulheres.
O assunto: conselhos de empresas familiares.
Foi extremamente interessante para mim, que conheço muito pouco desse universo.
Ouvir mulheres experientes que, ao mesmo tempo, presidem conselhos, são acionistas e membros das famílias me mostrou o quão desafiador pode ser ocupar esses papéis.
Entre tantos episódios compartilhados por elas — como cobrar resultados, conhecer e preservar negócios por décadas e, depois, ter de se sentar no almoço de domingo com desafetos empresariais que, por acaso, também são seus primos, tios ou irmãos —, uma frase me chamou a atenção: empresas que duram são as que são de alta-costura.
A frase foi dita no contexto da governança, sobre como ela, quando bem estruturada, consegue desenvolver uma cultura de longo prazo e fazer com que os negócios durem por gerações.
Nessa hora, meu cérebro captou a analogia perfeita para trazer para esta coluna.
A alta-costura, do francês haute couture, é uma tradição regulamentada na França, caracterizada pela criação de roupas de luxo feitas sob medida, de forma artesanal e com alto rigor técnico.
É mais exclusiva, é verdade, mas suas peças são concebidas para atravessar o tempo e ter histórias para contar por anos a fio (permitam-me o trocadilho!).
Essa colocação me fez pensar em como frequentemente lidamos com nossas finanças pessoais não como alta-costura, mas como fast fashion.
Trocamos o longo prazo pelo curtíssimo prazo.
Vale aqui explicar também esse conceito.
O fast fashion é um modelo de negócio em que roupas são desenhadas, produzidas, distribuídas e vendidas em grande escala e em ritmo acelerado, acompanhando as tendências da moda a preços mais acessíveis.
E é justamente nesse contraste que mora a reflexão de hoje.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.