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IBGE prepara inclusão de drogas ilícitas no cálculo do PIB a partir de 2028

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IBGE prepara inclusão de drogas ilícitas no cálculo do PIB a partir de 2028

As atividades que envolvem drogas ilícitas no Brasil serão incluídas no cálculo do PIB (Produto Interno Bruto), a soma de todos os bens e serviços finais produzidos no país. Em estudo há sete anos, a nova metodologia do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) será integrada por estimativa ao Sistema de Contas Nacionais Trimestrais a partir de 2028.

Drogas ilícitas e atividades ilegais serão adicionadas na análise do PIB. A nova metodologia desenvolvida pelo IBGE faz parte da revisão realizada a cada período de dez anos para o crescimento econômico. "Independentemente de serem informais ou ilegais, as atividades devem, na medida em que for possível, ser cobertas pelas Contas Nacionais", explica o IBGE.

Adição busca compilar o cálculo de todas as atividades econômicas. A iniciativa busca estimar toda a geração de renda do país. "O fato de uma determinada atividade ser ilegal não significa que ela deixe de produzir renda, consumo, emprego e fluxos financeiros que, de alguma maneira, afetam o funcionamento da economia", afirma Cláudio Gonçalves dos Santos, professor de economia da Fipecafi (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras).

Inclusão das drogas ilícitas no PIB segue recomendações internacionais. A nova metodologia envolve orientação do manual SNA (System of National Accounts) publicado pela ONU (Organização das Nações Unidas) e do relatório sobre atividades econômicas ilegais publicado pelo Eurostat. Com base nas análises, o IBGE diz que as discussões internas começaram em 2019 e tiveram uma primeira estimativa em 2021. A medida integra os testes para outros itens que são considerados na revisão a ser estabelecida em 2028.

Países desenvolvidos já adotam a metodologia em estudo pelo IBGE. A avaliação da chamada economia não observada, que inclui atividades informais, subterrâneas e ilegais, é uma realidade internacional e passou a ser obrigatória entre os países da União Europeia na década passada . Na Inglaterra, que não integra o bloco desde 2020, os cálculos incluem drogas ilícitas desde 2014 e também consideram a prostituição .

Cálculo das drogas ilícitas e atividades ilegais depende de estimativas. A análise para a composição do PIB é realizada a partir de uma projeção de análises ampliadas. "Será necessário trabalhar com estimativas indiretas e combinar diferentes fontes de informação, como dados administrativos, apreensões, pesquisas de consumo, preços, fluxos de comércio e outras informações disponíveis", explica Gonçalves.

Período de estudos para a nova metodologia é considerado suficiente. Com a análise iniciada em 2019, o IBGE terá realizado as análises por oito anos antes de iniciar as coletas oficiais a respeito das atividades ilícitas. "É um período compatível com a complexidade de uma mudança dessa dimensão", avalia Reginaldo Nogueira, diretor-executivo do Ibmec (Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais).

A questão central é a transparência da metodologia: quais atividades serão incluídas, quais fontes serão utilizadas, qual será a margem de incerteza e quanto dessas atividades já estava, direta ou indiretamente, contabilizado na metodologia anterior.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.

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