Cinco empresas disputam projeto inicial da Linha 21-Vinho do Metrô de SP
O Metrô de São Paulo recebeu oito propostas para a elaboração do anteprojeto de engenharia e dos estudos ambientais da futura Linha 21-Vinho, que deverá ligar Diadema, no ABC Paulista, à zona leste da capital.
Três propostas foram desclassificadas na análise preliminar. Permaneceram na disputa as empresas Tylin Brazil, de R$ 14,6 milhões; da Setec Hidrobrasileira, de R$ 15,19 milhões; da Egis Engenharia e Consultoria, de R$ 15,96 milhões; da Sener Setepla, de R$ 23,52 milhões; e da ARX Brasil, de R$ 23,82 milhões. A sessão da concorrência ocorreu na semana passada.
O processo ainda não definiu a vencedora. A concorrência considera critérios técnicos e de preço, portanto, a empresa que apresentou o menor valor não será necessariamente a escolhida. Agora, o metrô segue o prazo de 40 dias para analisar as propostas, e o resultado deve ser anunciado em 6 de outubro. Ainda caberá recurso.
A empresa ou consórcio contratado será responsável pelo desenvolvimento do anteprojeto de engenharia e pelo EIA (Estudo de Impacto Ambiental) da Linha 21-Vinho. A etapa é necessária para aprofundar o planejamento do ramal antes da elaboração dos projetos das obras. A partir do estudo técnico, poderá ser feita a primeira versão do traçado, que será a nova linha.
O Metrô trabalha hoje com uma diretriz de aproximadamente 23 km e 21 estações. A companhia, porém, confirmou que o traçado definitivo ainda não está fechado e será definido a partir dos estudos técnicos. Isso significa que os mapas divulgados até agora devem ser tratados como referências preliminares, e não como o percurso definitivo da linha.
Um dos esboços mais recentes foi divulgado pelo Metrô em março deste ano. O documento indicava uma ligação entre Diadema e a zona leste da capital, passando por municípios do ABC e prevendo diferentes possibilidades de integração com a rede metroferroviária.
Entre as integrações estudadas estão conexões com as linhas 10-Turquesa e 15-Prata, além de futuros ramais como as linhas 20-Rosa e 25-Topázio. A definição exata das estações e dos pontos de integração dependerá dos estudos que serão desenvolvidos na nova etapa.
Segundo estimativas preliminares do Metrô, a Linha 21 poderá transportar cerca de 740 mil passageiros por dia. O investimento inicialmente calculado é de aproximadamente R$ 35 bilhões, mas esse valor ainda deverá ser refinado conforme o projeto avance. Segundo o MetrôSP, "a nova linha tem como objetivo criar uma ligação perimetral de alta capacidade entre o Grande ABCD e a capital, sem a necessidade de passagem pelo centro expandido".
Não há previsão para o início das obras. Outras etapas de projeto, licenciamento, definição de financiamento e implantação do empreendimento ainda devem ser anunciadas.
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