Cineasta e organização lançam 'Carta Anticensura' e cobram compromisso de candidatos com liberdade de expressão
Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
Receba no seu email as informações exclusivas da coluna Mônica Bergamo
O cineasta Newton Cannito está lançando uma "Carta Anticensura" para que candidatos nas eleições deste ano assumam o compromisso com a liberdade de expressão. O documento foi elaborado em parceria com a organização Free Speech Union Brasil.
Ex-secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura em 2010, no segundo governo Lula, Cannito afirma que há hoje uma "ditadura woke" e uma patrulha ideológica no país.
"Estão sendo feitas leis que vão criando um ambiente em que as pessoas têm medo de se expressar", diz ele. O cineasta e a organização Free Speech são contrários, por exemplo, ao PL (projeto de lei) da Misoginia.
Segundo o cineasta, a ideia do manifesto surgiu após a repercussão da entrevista concedida por Wagner Moura ao programa Conversa com Bial, na Globo. Na ocasião, o ator usou com certo humor a expressão "fascismo de esquerda" .
Posteriormente, em mensagem à Folha , Moura disse que errou ao usar o termo "por ser historicamente as minorias que sofrem a violência que caracteriza o fascismo". "Eu apoio todos os movimentos identitários. Todos. Mas não a cultura do cancelamento. Acho covarde. Venha da direita ou da esquerda", acrescentou ele.
Para Cannito, embora tenha recuado do termo, Moura "admitiu que o problema da patrulha e do cancelamento permanecem vivos".
A carta já foi assinada pelo candidatos à Presidência Romeu Zema (Novo-MG) e Rui Costa Pimenta (PCO), pelo ex-ministro e postulante ao Senado, Ricardo Salles (Novo-SP), além de concorrentes à Câmara dos Deputados, como Adrilles Jorge (União-SP), Cristovam Buarque (PSB-DF), Janaína Paschoal (PP-SP) e Roberto Freire (Cidadania-DF).
O trecho inicial do documento diz: "Nós, candidatos a cargos eletivos no pleito de 2026, fazemos saber pela seguinte carta que, caso eleitos, zelaremos pela liberdade de expressão no Brasil e não proporemos, expediremos, sancionaremos, votaremos a favor de, ou promoveremos, de qualquer forma, nenhuma norma ou ato administrativo tendente a instituir restrições à expressão ou reforçar restrições existentes."
Em outro item, os candidatos assumem o compromisso de "não proibir ou retirar de circulação uma obra, ou punir os seus autores, exclusivamente por ser considerada ofensiva, incômoda, moralmente inadequada, politicamente incorreta ou por representar personagens preconceituosos, violentos, controversos ou socialmente condenáveis."
LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.
Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.