Juiz encerra ação de estilista contra a empresa de turnê de Lizzo
Um juiz federal, na terça, 1, rejeitou as reivindicações remanescentes apresentadas por uma estilista de figurino que afirmou ter sido submetida a um ambiente de trabalho hostil enquanto trabalhava na turnê europeia de 2023 de Lizzo .
Em uma nova decisão, um juiz federal afirmou que o caso de Asha Daniels contra a empresa de turnê de Lizzo , Big Grrrl Big Touring Inc. , não poderia prosseguir.
O juiz já havia retirado Lizzo como ré no processo.
Um advogado da cantora vencedora do Grammy não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
“Estamos decepcionados com a decisão do tribunal.
Embora respeitemos o tribunal e o processo judicial, acreditamos que a decisão avaliou inadequadamente provas que deveriam ter sido apreciadas por um júri”, disse, em comunicado, Ron Zambrano , advogado de Daniels .
Em sua decisão, o juiz distrital dos EUA Fernando L.
Aenlle-Rocha afirmou que Daniels não conseguiu apontar conduta de funcionários da empresa que demonstrasse “hostilidade geral” contra mulheres no local de trabalho ou tratamento desigual entre homens e mulheres.
“Essa suposta conduta e esses supostos incidentes, embora inadequados e pouco profissionais, se enquadram no escopo do que a Suprema Corte considerou estar fora da proteção do Título VII como parte das ‘tribulações comuns do ambiente de trabalho’”, decidiu o juiz.
Daniels entrou com a ação pela primeira vez em setembro de 2023 , alegando que o clima na turnê de Lizzo a submeteu a “comentários racistas e gordofóbicos”, assédio sexual e discriminação por deficiência.
Ela afirmou que uma gerente de figurino certa vez a feriu fisicamente ao passar com um “pesado cabideiro” sobre seu pé e empurrá-la.
“O tribunal não busca minimizar ou desconsiderar a dor que a autora sentiu em decorrência dessas lesões”, escreveu o juiz na decisão.
“Ainda assim, essas lesões não se qualificam como deficiências nos termos da ADA ”, escreveu, referindo-se à Americans with Disabilities Act (Lei dos Americanos com Deficiência).
“Na nossa visão, a decisão parece minimizar evidências de um ambiente de trabalho sexualmente carregado ao avaliar incidentes de forma muito estreita, [por exemplo] fotos de pênis e comentários sexualmente carregados feitos por gerentes, em vez de considerar seu impacto cumulativo”, disse Zambrano em seu comunicado.
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