Super El Niño pode elevar risco de mortes relacionadas ao calor no Brasil
Um estudo do Laboratório de Impacto Climático da Universidade de Chicago estima que um episódio de El Niño muito forte poderá estar associado a até 451 mil mortes adicionais no mundo (Foto Divulgação) Um estudo do Laboratório de Impacto Climático da Universidade de Chicago estima que um episódio de El Niño muito forte poderá estar associado a até 451 mil mortes adicionais no mundo entre setembro de 2026 e junho de 2027.
O Brasil aparece entre os países com maior número projetado, com estimativa de 13,3 mil mortes relacionadas aos efeitos do calor.
A projeção considera a relação entre temperaturas elevadas e excesso de mortalidade, além de fatores como condições climáticas, vulnerabilidade da população e capacidade de adaptação de cada país.
O levantamento também considera possíveis impactos associados a secas, incêndios florestais e alterações no regime de chuvas.
Para o Brasil, o cenário ocorre em meio às previsões oficiais de um El Niño muito forte.
Dados atualizados do Painel El Niño 2026-2027, elaborado por órgãos como INPE, INMET, CEMADEN e ANA, indicam mais de 90% de probabilidade de que o fenômeno atinja intensidade muito forte entre setembro e novembro.
Os modelos também apontam 100% de probabilidade de permanência do fenômeno até pelo menos o início de 2027.
Temperaturas acima da média Segundo o CEMADEN, as temperaturas devem ficar acima da média em todo o Brasil no trimestre setembro-outubro-novembro.
A combinação de calor e menor volume de chuvas pode intensificar o déficit hídrico e aumentar o risco de incêndios, principalmente nas regiões Norte e Centro-Norte.
O boletim do Painel El Niño prevê chuvas acima da média em áreas da Região Sul, enquanto o centro-norte do país tende a registrar volumes abaixo da média.
Partes do Centro-Oeste e do Sudeste também apresentam maior probabilidade de chuvas abaixo da média.
Em setembro, o INMET também prevê temperaturas acima da média em diversas áreas do país.
No Centro-Oeste, por exemplo, são esperados desvios de até 1,5°C acima da climatologia em áreas de Mato Grosso e Goiás.
Em Minas Gerais, Espírito Santo e grande parte do Rio de Janeiro, os desvios podem chegar a 1,5°C.
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