Cuba celebra 100 anos de Fidel Castro em meio à crise econômica
Cuba comemorou nesta quinta-feira (13) o centésimo aniversário do nascimento do líder revolucionário Fidel Castro em meio a uma das crises econômicas e políticas mais graves de sua história, agravada pelo embargo petrolífero de Washington e por sanções mais severas.
Mais de 1.500 ativistas e representantes de organizações de solidariedade de mais de 60 países da América Latina, Europa, África e Ásia viajaram para a ilha caribenha nesta semana para participar de eventos comemorativos em homenagem a Fidel, segundo o governo cuba no.
“O legado de Fidel nos fala hoje com mais força do que nunca”, afirmou o presidente cuba no Miguel Díaz-Canel na abertura, na segunda-feira, da conferência internacional sobre o legado de Fidel.
Díaz-Canel acrescentou que é importante lembrar Fidel não apenas como uma figura histórica, mas também “como um guia para superar os desafios que temos diante de nós hoje, na Cuba real de 2026”.
A comemoração ocorre em meio a relações cada vez mais tensas entre Havana e Washington.
Em janeiro, o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impôs um embargo de petróleo contra a ilha para pressionar o governo cuba no.
Washington também endureceu as sanções no que o governo cuba no descreve como uma tentativa sem precedentes de paralisar suas finanças e operações.
Leia Mais Presidente de Cuba marca 65 anos da revolução e alerta sobre ameaça dos EUA Raúl Castro participa de 1º de Maio em Cuba em meio à tensão com os EUA Cuba celebra 95 anos de Raúl Castro em meio à tensão com EUA A política dos EUA teve impactos de longo alcance em toda a ilha.
As quedas de energia, que ultrapassam 20 horas por dia na maioria das províncias, paralisaram a produção de alimentos, o transporte e o turismo, levando o sistema elétrico nacional de Cuba à beira do colapso técnico.
A rede elétrica sofreu três falhas em todo o país somente em julho.
Em resposta à crise, o governo cuba no aprovou, em junho, um pacote de 176 medidas destinadas a abrir a economia socialista da ilha ao investimento privado e estrangeiro.
Essas medidas, se implementadas integralmente, representariam uma adesão sem precedentes ao capitalismo de livre mercado e contrastariam fortemente com o modelo socialista que definiu o governo de Fidel por décadas.
Algumas reformas já estão em andamento.
No setor de energia, por exemplo, as exportações de combustível dos EUA para empresas privadas cuba nas dispararam este ano, alimentando o crescimento de um caótico mercado negro e aprofundando a desigualdade social e econômica.
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