EUA respondem a democratas sobre suposta interferência nas eleições brasileiras
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR O governo de Trump respondeu nesta sexta-feira, 16, aos questionamentos de 30 parlamentares democratas e do senador independente Bernie Sanders sobre uma suposta interferência dos Estados Unidos em favor do candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro , nas eleições brasileiras.
A resposta foi assinada por Katherine Bowles, subsecretária para Assuntos Legislativos do Departamento de Estado americano.
No documento, o órgão afirmou que os Estados Unidos apoiam um “processo eleitoral livre e justo”.
“Continuaremos a dialogar com o povo brasileiro, o setor privado e o governo eleito para promover a segurança, o comércio recíproco, os investimentos e a prosperidade em ambos os países”, diz a resposta.
O Departamento de Estado acrescentou que mantém diálogo com governos e representantes da sociedade de todo o Hemisfério Ocidental sobre temas como governança democrática, independência do Poder Judiciário e integridade eleitoral.
Em setembro, o grupo enviou a carta ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio , expressando preocupação com o que classificam como tentativas de interferência do governo americano nas eleições do Brasil.
O documento, assinado por 30 deputados e um senador, afirma que o governo de Donald Trump estaria pressionando instituições brasileiras e colocando em risco a parceria estratégica entre as duas nações.
Os parlamentares pedem que os Estados Unidos respeitem o processo eleitoral brasileiro e reconheçam o resultado das urnas, independentemente do candidato vencedor.
Além disso, os congressistas criticam o uso de tarifas e sanções como forma de pressão relacionada ao julgamento de Jair Bolsonaro (PL). Também questionam os critérios probatórios e legais empregados para aplicar a Lei Magnitsky contra autoridades brasileiras.
“As ações do governo Trump constituíram uma violação extraordinária da soberania nacional do Brasil e uma tentativa flagrante de pressionar as autoridades brasileiras em relação a um processo judicial em andamento” , diz o documento.
O grupo afirma ainda que a Casa Branca só decidiu classificar o PCC e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas após uma reunião de Trump com o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência. A carta também questiona os fundamentos utilizados pelo governo americano para fazer a designação.
A medida, segundo os parlamentares, foi tomada ignorando propostas do governo Lula de cooperação bilateral.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.