Os segredos da tecnologia da BYD no metrô de São Paulo
A BYD é referência no segmento de carros eletrificados, e isso não é segredo para ninguém. O que talvez poucos saibam é que a montadora chinesa também tem seus "segredos" no metrô de uma das capitais mais importantes do Brasil: São Paulo.
A Linha 17-Ouro do metrô de SP "esconde" uma série de tecnologias que vão muito além dos trens que circulam sobre as vigas elevadas . Desenvolvido pela BYD , o SkyRail combina baterias embarcadas , condução automática e sistemas de controle que trabalham em conjunto para movimentar passageiros pela capital paulista. Parte dessas soluções funciona longe dos olhos de quem utiliza o transporte diariamente.
Um dos detalhes mais curiosos está nas baterias Blade , tecnologia criada pela fabricante chinesa para seus veículos eletrificados e adaptada ao monotrilho. Embora a composição utilize a rede elétrica durante a operação normal, o armazenamento de energia permite que o trem continue se deslocando em situações de emergência . A proposta é evitar que uma falha no fornecimento elétrico deixe passageiros parados em um trecho elevado.
Ao contrário do que pode parecer, as baterias embarcadas no SkyRail não foram projetadas para substituir a alimentação elétrica convencional . Elas funcionam como uma reserva de energia para situações de contingência e ajudam a manter a operação quando ocorre uma interrupção no fornecimento externo.
A autonomia nominal considerada para o sistema é de 8 quilômetros , distância superior aos 6,7 quilômetros da extensão atual da Linha 17-Ouro. Em testes da BYD, uma composição chegou a percorrer 13 quilômetros utilizando apenas a bateria. Na prática, e sse recurso pode fazer a diferença em uma falha elétrica . O sistema também pode manter funções essenciais , como iluminação, ventilação, comunicação e controle operacional , enquanto mecanismos de monitoramento e proteção acompanham o funcionamento das baterias.
Outra tecnologia importante e stá no sistema de sinalização CBTC , sigla para Communications-Based Train Control . Integrado ao Centro de Controle Operacional, ele permite acompanhar a circulação dos trens, coordenar os movimentos e realizar paradas precisas nas estações . Atualmente, as composições já fazem a condução de forma automática , enquanto um supervisor acompanha o comportamento do sistema.
A arquitetura foi projetada para alcançar o nível GoA 4 , classificação mais alta de automação ferroviária , na qual a operação pode ocorrer sem a presença de um condutor ou supervisor a bordo. Essa etapa, porém, depende da conclusão dos testes , da sinalização do pátio e das certificações necessárias. A previsão informada pela BYD para concluir a sinalização do pátio é dezembro, seguida de novos testes e avaliações.
A implantação do SkyRail exigiu mais do que trazer ao Brasil um sistema já utilizado na China. A infraestrutura prevista originalmente para a Linha 17-Ouro tinha uma configuração de vigas diferente daquela adotada pela tecnologia da BYD.
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