Quem tem filho grande é elefante: há adolescentes chegando aos quarenta
Completar 18 anos costumava trazer uma notícia pouco festiva junto com o bolo: a vida começava a apresentar a conta.
Em algumas famílias, porém, o aniversário chega aos 25, passa pelos 30, aproxima-se dos 40 e a conta continua sendo remetida ao mesmo departamento financeiro — pai e mãe.
Mudam o celular, os relacionamentos, os projetos e as opiniões.
O patrocinador permanece.
A expressão “quem tem filho grande é elefante” nasceu do humor popular, mas descreve com precisão uma ansiedade doméstica cada vez mais visível.
Não se trata do rapaz de 24 anos que estuda, trabalha e economiza morando com os pais.
O problema começa quando a maioridade chega completa para os direitos e incompleta para as obrigações, como se autonomia pudesse ser adquirida em parcelas sem entrada.
Homens e mulheres com mais de 30 anos mantêm agenda afetiva e social com absoluta independência, mas a vida financeira conserva surpreendente vocação infantil.
Escolhem viagens, restaurantes, tatuagens, horários e projetos profissionais; diante do condomínio, do seguro, da prestação ou do supermercado, reaparece a antiga instituição familiar: alguém mais velho paga.
Os dados ajudam a separar impressão de realidade.
O IBGE mostrou que a proporção de brasileiros de 25 a 34 anos vivendo na condição de filhos no arranjo familiar passou de 21,7% em 2005 para 25,3% em 2015.
O mesmo levantamento registrou que 71,7% desses jovens estavam ocupados.
Permanecer na casa dos pais, portanto, não equivale automaticamente a desemprego ou parasitismo.
Herança da dependência O Ipea já acompanhava essa transição prolongada para a vida adulta e incorporou ao debate expressões como “geração canguru”, para quem demora a sair da casa paterna, e “geração ioiô”, para quem sai e retorna.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistaforum.com.br — o conteúdo pertence a Revista Fórum.