Operação Intrafortis: PF indicia ex-superintendente da instituição em MG e outras nove pessoas
Mineração Reprodução/TV Globo A Polícia Federal (PF) indiciou o delegado federal Rodrigo de Melo Teixeira, ex-superintendente da instituição em Minas Gerais, e outras nove pessoas, no inquérito relacionado à operação Intrafortis, desdobramento da Rejeito.
O relatório final das investigações, concluído em agosto de 2026 e encaminhado à Justiça Federal, aponta Teixeira como um dos integrantes do núcleo central de uma organização criminosa que teria atuado em negociações de direitos minerários, corrupção e lavagem de capitais em Minas Gerais.
O delegado foi indiciado por organização criminosa, tentativa de embaraço à investigação de organização criminosa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
A investigação, segundo a própria PF, identificou elementos obtidos a partir de dados telemáticos, bancários, fiscais, telefônicos e documentais.
O relatório sustenta que Teixeira teria mantido uma atuação oculta no mercado minerário enquanto exercia funções relevantes na Polícia Federal.
Em nota, a defesa de Teixeira afirmou que o relatório "é carente de substrato probatório e só faz repetir a mendaz retórica que inaugurou essa famigerada operação".
Agora no g1 Delegado teria atuado como sócio oculto Um dos principais pontos do relatório é a suposta utilização da empresa GMAIS Ambiental Ltda. como instrumento para participação de Teixeira em negócios de mineração.
Segundo a investigação, a empresa foi formalmente constituída em nome de terceiros, entre eles a esposa do delegado, mas teria sido administrada de fato por ele e por Gilberto Henrique Horta de Carvalho.
A PF afirma ter encontrado mensagens, e-mails e outros dados que indicariam que Teixeira participava diretamente das decisões estratégicas da empresa, convocando reuniões, tratando de contratos, definindo valores e orientando os demais envolvidos sobre questões societárias e bancárias.
O relatório destaca ainda que o delegado teria enviado 557 mensagens, equivalentes a 37% das comunicações do grupo de WhatsApp denominado 'GMAIS", enquanto a sócia formal Daniela Wandeck teria participado de apenas 30 mensagens, ou 2,83% das interações.
Para a PF, esses elementos reforçam a conclusão de que Teixeira seria o "sócio administrador oculto' da GMAIS.
Direitos minerários de alto valor A investigação avançou também sobre a criação da Brava Mineração Ltda., empresa na qual a GMAIS passou a figurar formalmente como sócia, com 13,33% das cotas.
Segundo o relatório, Teixeira teria se tornado sócio oculto da Brava por intermédio da GMAIS e recebido, sem pagamento, participação correspondente a 13,33% de dois direitos minerários, que chegaram a ser negociados por cerca de US$ 70 milhões.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Minas Gerais.