Lula critica autonomia do Banco Central e nega risco fiscal em sabatina
O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a autonomia do Banco Central (BC) e negou que medidas anunciadas durante a campanha eleitoral possam comprometer as contas públicas.
As declarações foram feitas na segunda-feira, 19, durante sabatina ao SBT, a seis dias do segundo turno das eleições presidenciais.
Lula afirmou que a independência da autoridade monetária limita a participação do presidente da República nas decisões sobre política monetária.
Segundo ele, essa configuração amplia a influência do mercado financeiro sobre a condução econômica do país.
“Você não pode ser presidente da República e não poder discutir a política monetária porque o Banco Central é independente.
Quem discute? O sistema financeiro”, disse.
Continua após a publicidade O presidente também rebateu críticas sobre o impacto fiscal de medidas anunciadas na reta final da campanha, como o reajuste do Bolsa Família e o perdão de dívidas de microempreendedores individuais (MEIs).
Lula afirmou que as iniciativas estão dentro das possibilidades orçamentárias e declarou que o governo herdou um déficit de 2,8% e pretende encerrar o ano com superávit primário de 0,1%.
Continua após a publicidade Ao defender sua gestão fiscal, o petista disse que não precisa aprender sobre responsabilidade com representantes do mercado financeiro.
Ele também criticou as cobranças recorrentes sobre o equilíbrio das contas públicas e afirmou que elas não consideram os pagamentos feitos pelo governo ao setor financeiro.
Continua após a publicidade “Uma demonstração de que eu não preciso aprender responsabilidade com a Faria Lima.
Responsabilidade eu tenho porque eu sei, como pai de família, trabalhador de fábrica que recebe salário, que a gente não pode gastar o que a gente não tem”, afirmou.
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