EUA suspendem Microsoft e Adobe de programa de certificação trabalhista
O Departamento do Trabalho dos Estados Unidos suspendeu a Microsoft e a Adobe do programa de certificação trabalhista permanente, conhecido como Programa de Certificação de Emprego Permanente (PERM).
As companhias ficam impedidas de apresentar novos pedidos enquanto são alvo de investigações federais.
O anúncio foi feito nessa sexta-feira (9).
A medida integra a ofensiva do governo Donald Trump contra a contratação de mão de obra estrangeira e atinge também Cognizant , Infosys , Capgemini , Tata , Wipro e HCL Technologies , ampliando a pressão sobre um setor que há décadas depende de profissionais de outros países para preencher vagas especializadas em áreas como engenharia de software , inteligência artificial, computação em nuvem e pesquisa.
O programa PERM e os números da investigação O PERM é uma das etapas que empresas americanas utilizam para patrocinar trabalhadores estrangeiros em processos de residência permanente.
O próprio mecanismo exige que o empregador comprove a ausência de trabalhadores americanos disponíveis, qualificados e dispostos a ocupar a posição antes de solicitar a certificação para um profissional de fora do país.
O secretário do Trabalho, Keith Sonderling , afirma que, desde 2009, só as empresas citadas pelo governo solicitaram quase três milhões de trabalhadores estrangeiros, receberam mais de 230 mil aprovações de vistos H-1B e obtiveram mais de 100 mil certificações trabalhistas permanentes.
Segundo ele, esse volume representa centenas de milhares de postos que poderiam ter sido preenchidos por trabalhadores americanos.
Microsoft contesta alegações sobre demissões A situação da Microsoft ganhou uma dimensão adicional por causa das demissões realizadas pela companhia em 2025.
O vice-presidente JD Vance citou os cerca de seis mil cortes de emprego anunciados pela empresa e afirmou que parte dessas vagas teria sido substituída por profissionais com visto H-1B.
Leia mais: Modelo de IA da Anthropic envia denúncia falsa de homicídio A empresa contesta essa interpretação.
Em comunicado, a Microsoft diz que a maioria de seus funcionários nos Estados Unidos é composta por americanos.
A companhia afirma ainda que, das aproximadamente seis mil solicitações de H-1B apresentadas no último ano fiscal, 80% correspondiam à extensão ou mudança de status de profissionais que já trabalhavam na empresa.
Suspensões e o visto O-1 como alternativa A ação dessa sexta-feira não é inédita.
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