“Síndrome de domingo à noite”: psiquiatra comenta ansiedade pré-segunda
Para muitas pessoas, o fim do domingo marca o início de uma preocupação que nada tem a ver com o descanso que ainda poderia existir.
A aproximação da segunda-feira pode trazer à cabeça reuniões, e-mails, metas, tarefas acumuladas e conversas pendentes.
Esse fenômeno é conhecido popularmente como “ansiedade de domingo” ou “Sunday Scaries”.
O termo não corresponde a um diagnóstico psiquiátrico específico, mas é usado para descrever sentimentos negativos que aparecem quando o fim do fim de semana se aproxima e uma nova semana de trabalho está prestes a começar.
Segundo o psiquiatra corporativo Daniel Sócrates, doutor pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e especialista em saúde mental relacionada ao trabalho , é importante diferenciar a resistência comum ao fim do descanso de um sofrimento que se repete semanalmente e interfere na vida do trabalhador.
“Há uma diferença importante entre pensar ‘eu gostaria que o domingo durasse mais’ e passar todas as semanas com ansiedade, insônia, irritabilidade ou medo diante da perspectiva de voltar ao trabalho.
Quando isso começa a se repetir e comprometer o período de descanso, precisamos entender o que está acontecendo”, explica.
Leia Mais Anvisa proíbe suplementos alimentares de duas marcas por irregularidades O problema não é o celular: é o que acontece com você quando fica sem ele Assistir muita televisão faz mal para o cérebro? Possivelmente Quando a cabeça já voltou ao trabalho A antecipação de situações futuras faz parte do funcionamento normal do cérebro e é important e para planejamento e organização.
O problema surge quando essa capacidade mantém a pessoa em estado de alerta diante de situações que ainda nem aconteceram.
O trabalhador pode estar fisicamente em casa, mas mentalmente já estar no escritório .
Pensamentos como “e se meu chefe reclamar?”, “e se eu não conseguir entregar?” ou “como vou dar conta de tudo?” ocupam o espaço que deveria ser destinado ao descanso.
“Tinha uma fase que eu quase chorava quando chegava a noite do domingo.
Muito ruim”, relatou Ana Clara, médica de 24 anos, à CNN Brasil.
Esse processo pode ser ainda mais intenso em ambientes marcados por sobrecarga, cobranças constantes, imprevisibilidade, conflitos ou pouca segurança psicológica.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.