XP dá sinal verde para fundo imobiliário e recomenda compra — mas com uma ressalva
Um dos fundos imobiliários (FIIs) mais conhecidos dos investidores, o Guardian Real Estate (GARE11) , que possui mais de 563 mil cotistas na bolsa , entrou na cobertura da XP Investimentos com sinal verde para compra , mas também com um ponto amarelo no radar: a concentração em poucos inquilinos.
A corretora recomendou o veículo e definiu preço-alvo de R$ 9,33 para as cotas , o que representa potencial de valorização ( upside ) de 6,5% frente ao valor atual, de R$ 8,76.
Em relatório divulgado a clientes, a casa apontou a previsibilidade dos proventos do fundo, a qualidade dos imóveis e a gestão ativa do portfólio como fatores que sustentam a tese de investimentos – embora tenha citado a falta de diversificação de carteira.
Além do potencial de alta das cotas, a XP apontou que o GARE11 também apresenta dividend yield (retorno em dividendos) estimado em 11,4% para os próximos 12 meses.
A corretora projeta a manutenção das distribuições mensais entre R$ 0,083 e R$ 0,090 por papel no período , faixa indicada no guidance do FII.
Ao longo de 2026, cabe ressaltar, os pagamentos permaneceram em R$ 0,083 por cota .
A história do GARE11 Constituído no ano de 2020, o fundo começou a ser negociado na bolsa com o ticker GALG11 e um portfólio concentrado em seis galpões logísticos .
No segundo semestre de 2023, porém, passou a se chamar Guardian Real Estate , com o código GARE11, e adotou uma estratégia que permite investimentos em diferentes segmentos imobiliários.
De acordo com os dados apresentados pela XP, o veículo acumula, desde o início das atividades, retorno de 44,8% , equivalente a 118% do desempenho do IFIX — índice que acompanha o mercado de fundos imobiliários listados na B3 — e a 119% do IFIX Tijolo — indicador voltado aos fundos com exposição a imóveis físicos.
Ao fim de agosto, a carteira do GARE11 somava 34 empreendimentos e 498 mil metros quadrados de área bruta locável (ABL) própria .
Como o veículo tem perfil híbrido, os imóveis de renda urbana representam 57% da receita contratada, enquanto os logísticos respondem por 36% e os escritórios, por 7%.
Os analistas destacaram, no relatório, que, atualmente, o portfólio está integralmente ocupado e citaram, como ponto positivo, a estrutura dos acordos de locação: 88% da receita provém de contratos atípicos, que preveem multas rescisórias.
O prazo médio ponderado é de 9,33 anos , e todos têm reajuste anual pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Para a corretora, essas características aumentam a previsibilidade dos resultados e ajudam a reduzir o risco de vacância.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.seudinheiro.com — o conteúdo pertence a Seu Dinheiro.