Charuteiras são 95% da equipe de fábrica baiana que lança novo charuto
A fabricação de charutos na Bahia carrega uma tradição de trabalho feminino que atravessa gerações.
Das antigas manufaturas do Recôncavo às fábricas atuais, as charuteiras fazem parte da história econômica e social do estado.
Essa presença também se reflete na JAMM Cigar, empresa sediada em Alagoinhas, onde, segundo a fabricante, as mulheres representam 95% da força de trabalho.
Ao completar cinco anos, a manufatura celebra a trajetória com o lançamento do D’Médici, edição limitada produzida com tabacos envelhecidos por cinco anos em barris de carvalho.
A apresentação acontece nesta quarta-feira, 14, a partir das 18h30, no Palacete Tira-Chapéu, em Salvador.Na Bahia, o ofício das charuteiras também representou uma importante fonte de sustento familiar.
Em 2011, a Secretaria da Agricultura do Estado informou que as mulheres correspondiam a 90% das 14 mil pessoas empregadas na cadeia produtiva de charutos do Recôncavo.
O levantamento da época ajuda a dimensionar a presença feminina em uma atividade historicamente ligada à economia da região.Na JAMM Cigar, a fabricação ocorre na sede da fazenda, onde o processo envolve cultivo, colheita, beneficiamento das folhas, montagem e acabamento dos charutos.
A empresa afirma manter todas essas etapas sob sua responsabilidade, com produção artesanal.Para Lucinea Bispo, charuteira manual da manufatura, a atividade representa também a possibilidade de retomar uma profissão que faz parte de sua história.
“Sou charuteira manual e, graças à JAMM Cigar, tive a oportunidade de retornar à minha antiga profissão.
Hoje, existem poucas fábricas de charutos no Brasil, e a empresa me deu a oportunidade de voltar a fabricar charutos manualmente, que é minha grande paixão”, conta.A celebração será conduzida pelo CEO da JAMM Cigar, José Antônio Martins Monteiro, conhecido como Mr.
JAMM, que receberá os convidados para apresentar a nova criação.
O encontro também será dedicado às trabalhadoras que participaram da consolidação da empresa ao longo desses cinco anos.De Arapiraca à Louisiana: a origem do D’MédiciCriado para marcar o aniversário da manufatura, o D’Médici incorpora o Araperique, apresentado pela fabricante como um dos tipos de tabaco mais raros e sofisticados do mundo.
Produzido a partir de folhas cultivadas na região de Arapiraca, em Alagoas, ele passa pelo método tradicional de envelhecimento Perique, associado à Louisiana, nos Estados Unidos.A técnica envolve a fermentação das folhas sob forte pressão em barris.
Sua história está relacionada às práticas de cultivo de tabaco por povos indígenas da região do rio Mississippi, entre eles os Choctaw e os Chickasaw.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.