Meta deixou adolescentes viciados e se aproveitou deles, diz promotora da Califórnia
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A Meta deixou menores de idade viciados e se aproveitou deles, afirmou nesta terça-feira (18) uma promotora da Califórnia , no início de um julgamento contra a gigante das redes sociais, acusada de ter programado deliberadamente o Instagram e o Facebook com esse intuito.
Diante de um tribunal federal em Oakland, uma coalizão de estados exige que a Meta pague US$ 200 bilhões (R$ 1,04 trilhão) em multas por utilizar tecnologia projetada especificamente para fomentar a dependência entre adolescentes, em uma comparação com o que aconteceu três décadas atrás com as empresas de tabaco.
"O modelo de negócios da Meta pode ser resumido em quatro passos simples: fisgar os usuários, mantê-los pelo maior tempo possível, coletar seus dados e depois esconder a verdade do público", declarou diante do tribunal a procuradora-geral adjunta da Califórnia, Megan O'Neill, em seus argumentos iniciais. A Meta "se aproveitou do funcionamento do cérebro dos menores", afirmou a promotora.
A empresa negou todas as acusações e insiste em que colaborou com pais, especialistas e autoridades para incorporar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A Meta sabia que alguns usuários haviam sido prejudicados pelo Facebook e Instagram, mas tentou reduzir esses riscos e melhorar a experiência, argumentou o advogado da empresa, durante o julgamento. "Não resta dúvida de que a Meta reconheceu que as pessoas podem ter dificuldade com o uso das redes sociais e tentou desenvolver ferramentas para ajudá-las."
O fundador e diretor-executivo da empresa, Mark Zuckerberg , é uma das principais testemunhas que devem depor, juntamente com o diretor do Instagram, Adam Mosseri.
Do lado de fora do tribunal, mães que afirmam que seus filhos foram levados a tirar a própria vida por causa das redes sociais exigiam que a Meta prestasse contas.
"Tenho uma mensagem para a Meta, Mark Zuckerberg e Adam Mosseri: vocês construíram uma das empresas mais poderosas e ricas do mundo", disse Lori Schott. "Mas o poder não justifica o dano. Os lucros não eliminam a responsabilidade das grandes empresas de tecnologia, e nenhuma empresa, por mais rica que seja, por mais influente que seja, por mais intocável que se sinta, deveria estar acima da verdade, da lei e de nossos filhos", enfatizou.
Este é o primeiro julgamento federal do que se prevê que será uma avalanche de processos que também tem como alvo TikTok, Snapchat e YouTube, acusados por famílias, comunidades escolares e autoridades de alguns estados de terem deteriorado a saúde mental dos adolescentes.
A Meta, que tem mais de 3 bilhões de usuários em todo o mundo, é a única ré no caso.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.