Na era da IA, diferencial continua sendo humano
Durante décadas, construímos carreiras valorizando quem sabia executar melhor determinadas tarefas.
Agora, à medida que a inteligência artificial assume parte dessa execução, o valor do conhecimento, da experiência e do domínio técnico ganha uma nova dimensão: além de fazer, saber avaliar, questionar e tomar decisões corretas se torna ainda mais importante.
Muito se fala sobre inovação, visão do cliente e melhoria de jornadas quando discutimos o futuro do trabalho e do setor financeiro.
Mas há um passo anterior a todos eles: as pessoas.
À medida que a tecnologia assume uma parcela maior da execução, o papel humano não desaparece, ele se transforma.
Cresce a importância de profissionais capazes de dar contexto, exercer julgamento, questionar respostas e tomar decisões.
Ética e responsabilidade tampouco podem ser delegadas a um modelo.
Quanto mais autonomia damos às máquinas, mais relevantes se tornam esses atributos humanos e organizacionais.
Leia também: Especial IT Forum 35 anos: CTO do Bradesco fez da lógica o caminho para liderar a transformação tecnológica Esse movimento traz um paradoxo.
Se agentes conseguem pesquisar, analisar informações, escrever códigos e até tomar determinadas decisões, seria natural imaginar que precisaremos dominar menos profundamente algumas dessas atividades.
Acredito que aconteça justamente o contrário: quanto mais delegamos a execução à IA, mais importante se torna saber avaliar aquilo que delegamos.
Os primeiros indicadores ajudam a entender por quê.
De acordo com o estudo The State of AI in 2026 , da McKinsey, 80% dos profissionais que usam IA dizem que ela já melhorou sua produtividade e 50% afirmam tomar decisões melhores com seu apoio.
Mas apenas 37% relatam impacto positivo sobre o EBIT de suas organizações.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em itforum.com.br — o conteúdo pertence a IT Forum.