Senador Weverton nega relação com ministro para obstruir investigação
O senador Weverton Rocha (PDT-MA) negou nesta sexta-feira (14/8) ter atuado para obstruir investigações contra o grupo político do governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB) .
O parlamentar passou a ser investigado pela Polícia Federal (PF), como mostrado pelo Metrópoles , na coluna de Manoela Alcântara.
“Eu repreendo qualquer tipo de possibilidade que se tenta ou que tente fazer de envolvimento do nosso, do meu nome, na relação com esse caso.
Eu queria aqui apenas lembrar, e aos que não conhecem, que neste episódio eu era candidato a governador na eleição passada e nem parte do mesmo grupo eu fazia.
Portanto, nada eu tenho a ver”, declarou Weverton.
Segundo a PF, o senador teria usado a proximidade com o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Humberto Martins, para tentar impedir o avanço de uma sindicância contra o grupo político de Brandão.
O inquérito investiga casos de corrupção, peculato e desvios de recursos públicos.
Os investigadores afirmam que Weverton teria atuado em articulação com o ministro do STJ para “obstar o regular prosseguimento da apuração”, especialmente após o homicídio do empresário João Bosco, ocorrido em 2022.
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O senador disse se tratar de um “ diálogo institucional”, já que ele foi relator de medidas voltadas para o Judiciário, e que todos os encontros ocorreram dentro de agendas oficiais.
Ele afirmou, ainda, que, caso algum desdobramento tenha ocorrido após tais reuniões, seria uma coincidência e que qualquer insinuação contra ele seria “forcação de barra”.
“Todos do Congresso Nacional sabem que eu já fui relator de vários projetos. […] Obviamente, você sempre tem diálogo institucional dentro de gabinete.
Então, não é fora da instituição, não é fora de agenda, todos anotados”, declarou.
As informações sobre o caso foram tornadas públicas por decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
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