Quaest: para 21%, caso Master afeta Bolsonaros; 11% citam governo Lula
Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (21) mediu o impacto do caso Master na reputação de políticos e autoridades.
Segundo o levantamento, 21% consideram que as investigações do extinto Banco Master afetam o governo anterior e a família Bolsonaro , enquanto 11% acham que o caso afeta o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o PT (Partido dos Trabalhadores), de forma mais ampla.
Ao mesmo tempo, 37% pensam que a repercussão do caso Master afeta “todos” , de forma generalizada.
Ainda segundo a pesquisa, 16% dos entrevistados consideram que a crise causada pelas fraudes do Banco Master e do ex-banqueiro Daniel Vorcaro afeta o STF (Supremo Tribunal Federal) ; outros 2% acham que afeta o Congresso ; e 1% pensa que atinge negativamente o Banco Central .
A opção “nenhum deles” não pontuou e os que não sabem ou não responderam formam 11% da amostra total.
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Já entre os bolsonaristas, o índice dos que pensam que atinge Lula negativamente é de 37% .
Dentro desse grupo, 22% também consideram que o escândalo impacta negativamente a Suprema Corte.
Influência no voto Os eleitores também foram questionados sobre o quanto a crise que atinge o STF pode influenciar o voto nas eleições de outubro.
Entre os entrevistados, 62% acreditam que a tensão na Corte não influencia o voto, enquanto 26% afirmam que a situação reforça a atual escolha.
Os que dizem que podem mudar o voto devido à tensão entre os ministros do Tribunal são 7% .
Os que não sabem ou não responderam somam 5% .
“Não ponha palavras na minha boca”; “Aqui não tem choro”: veja momentos do julgamento de Moraes A pesquisa foi realizada em meio à crise sem precedentes que atinge o STF e cresceu nas últimas semanas após o ministro André Mendonça derrubar sigilo de relatórios da PF (Polícia Federal) , que mostram uma intensa troca de mensagens entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master .
Desde então, a Corte vive um momento de tensão, com trocas de ofícios entre ministros, disputa pelo acesso às provas e questionamentos sobre a condução das investigações feitas pelo ministro André Mendonça.
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