TJ aceita processo contra promotor que comparou advogada a "cadela"
O Tribunal Pleno do Tribunal de Justiça do Amazonas ( TJAM ) recebeu, na sexta-feira (21/8), a queixa-crime apresentada pela advogada Catharina de Souza Cruz Estrella contra o promotor de Justiça aposentado Walter Luís do Nascimento.
Ele foi denunciado por injúria após comparar a advogada a uma “cadela” .
Agora, o processo penal começará a tramitar.
O caso ocorreu em 2023.
Durante o julgamento de uma tentativa de feminicídio, o promotor, após desentendimentos com a advogada, declarou que compará-la a uma cadela “seria uma ofensa ao animal”.
“Se tem uma característica que o cachorro tem, Dra.
Catharina, é lealdade.
Eles são leais, são puros, são sinceros, são verdadeiros.
E, no quesito lealdade e me referindo especificamente à Vossa Excelência, comparar Vossa Excelência com uma cadela é muito ofensivo, mas não a Vossa Excelência, à cadela ”, afirmou o promotor à época.
Após a repercussão do caso, Walter Luís pediu aposentadoria.
Como noticiou a coluna Manoela Alcântara , em abril de 2026, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) aplicou duas multas ao promotor devido às ofensas proferidas contra a advogada.
Na sessão do Tribunal Pleno de sexta-feira, o TJAM recebeu a queixa-crime por injúria.
O advogado do promotor afirmou que “a tragédia ocorreu durante os debates” e que ele utilizou “figura de linguagem para rebater uma crítica que lhe foi direcionada”.
“Se essa queixa-crime for admitida teremos tantas poutras aqui porque é comum o debate acalorado”, completou o advogado Bruno Fonseca.
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