Com a bolsa em sangria, Hapvida (HAPV3) despenca mais de 30% nesta semana; quais ações se safaram?
Ibovespa acumula nove pregões seguidos de queda, mas algumas ações conseguiram se destacar nesta semana mesmo em cenário conturbado
O investidor brasileiro tem passado por um verdadeiro teste de fogo. O Ibovespa , principal índice de ações da bolsa, parece viver uma tempestade perfeita: é fuga do investidor estrangeiro para um lado, temporada de balanços para outro, eleições no radar... o resultado dessa combinação de fatores foi uma desvalorização de 3,23% nesta semana.
Na sexta-feira (14), o índice encerrou o pregão aos 166.934 pontos, em uma sequência de nove dias consecutivos de queda.
A maior desvalorização da semana foi a Hapvida (HAPV3) , com despencada de 37,51%, enquanto na ponta positiva ficou a Embraer (EMBJ3) , com alta de 7,03%.
Já o dólar à vista terminou a R$ 5,2199, com alta de 2,68% no acumulado da semana.
Dentre os fatores que pesaram sobre o Ibovespa está o pessimismo de JP Morgan sobre os ativos brasileiros , que gerou uma fuga dos recursos "gringos" no país.
Na terça-feira (11), o banco norte-americano rebaixou a recomendação do Brasil de overweight (exposição acima da média do mercado, equivalente a compra) para neutro. Além disso, reduziu o preço-alvo do Ibovespa para o fim de 2026 de 190 mil para 185 mil pontos.
No dia, houve retirada de R$ 4,72 bilhões de capital estrangeiro na B3 , a maior desde 22 de abril de 2021.
O desânimo da bolsa brasileira vai na contramão do bom humor no exterior. Nesta semana, os índices de Wall Street registraram alta, com destaque para o S&P 500 que superou os 7.800 pontos pela primeira vez.
Um dos fatores que impulsionou as bolsas globais foi o desempenho positivo do setor de semicondutores , reflexo de uma forte recuperação das fabricantes de memória coreanas após relatos de um investimento da Temasek nas companhias, além de resultados corporativos que continuaram reforçando a demanda por infraestrutura de inteligência artificial.
Já o petróleo apresentou volatilidade ao longo da semana, refletindo incertezas sobre a possível reabertura do Estreito de Ormuz e a queda das reservas estratégicas norte-ameircanas ao menor nível desde 1983. O Brent , que serve como referência global, encerrou a semana cotado a US$ 88 por barril.
A maior decepção do Ibovespa nesta semana foi a ação da Hapvida (HAPV3). A empresa divulgou resultados do segundo trimestre de 2026 nesta semana e o mercado não gostou nada do que viu.
No dia após o balanço, o papel chegou a cair 33,09% e o acumulado entre segunda (10) e sexta-feira (14) foi uma desvalorização de 37,51%.
O balde de água fria surgiu após investidores perceberem que a empresa ainda tem os mesmos problemas que enfrenta há algum tempo: alta utilização (sinistralidade), diversos contratos em condições econômicas desfavoráveis, elevado endividamento, perda de beneficiários, despesas corporativas elevadas e pressão persistente sobre os custos médicos.
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