Cidade do Sertão que exporta frutas para mais de 50 países e movimenta próximo de US$ 1 bilhão
A agricultura transformou a economia de uma região marcada pelo clima seco
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR No imaginário nacional, o Sertão é sinônimo de terra rachada e espera pela chuva. Às margens do Rio São Francisco , em Petrolina , no interior de Pernambuco , a paisagem é outra: parreirais alinhados sob sol constante, pomares de manga e caminhões frigoríficos rumo aos portos. A troca de lugar entre seca e abundância começou com água bombeada e ciência aplicada.
A resposta está em aprender a controlar quando a planta floresce. Instalada em 10 de março de 1975 na cidade pernambucana, a Embrapa Semiárido desenvolveu o uso de reguladores vegetais para induzir a floração da mangueira em qualquer época e adaptou variedades de uva ao calor da região.
Sem chuva para atrapalhar e com irrigação sob medida, o produtor define o calendário da colheita em vez de obedecer a ele. Enquanto a serra gaúcha colhe uva uma única vez por ano, o semiárido tira duas safras da mesma área, e o Submédio do Vale do São Francisco responde por 91% da manga e 98% da uva que o Brasil vende ao exterior, segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) .
Mais de 50 destinos receberam a produção da região em 2024 , movimentando cerca de US$ 1 bilhão em exportações, conforme a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) , que aponta a cidade pernambucana como o maior centro exportador de frutas frescas do país.
O desempenho pesa na balança nacional. A entidade registra que a fruticultura brasileira entrou em 2026 após o terceiro recorde consecutivo de exportações, com receita próxima de US$ 1,5 bilhão, e que os Estados Unidos responderam por 12% do faturamento das frutas brasileiras no ano anterior. No caso da manga, os americanos absorveram 14% do volume embarcado.
Uma rede de canais erguida pelo governo federal a partir do lago de Sobradinho . O Projeto Público de Irrigação Nilo Coelho entrou em operação em 1984 e reúne 18.667 hectares irrigáveis na concepção original, entre Casa Nova , na Bahia , e a sede do município pernambucano, conforme a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) .
O desenho social explica parte da vitalidade da região, porque 12.520 hectares ficaram com pequenos produtores, chamados localmente de colonos, e 6.147 hectares com empresas de portes variados, misturando lotes familiares e fazendas exportadoras no mesmo perímetro. Confira abaixo o que sustenta a produção nessa faixa do semiárido:
Quem quer descobrir as riquezas e a força da fruticultura no Sertão, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Bruno Faustino – Negócio Rural , que conta com mais de 2 milhões de visualizações, onde Bruno Faustino mostra a produção de frutas e espumantes irrigados no Vale do São Francisco , em Petrolina – Pernambuco :
Porque transforma safra em emprego e em receita externa na mesma cadeia.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.