Governo de Roraima decreta luto oficial de três dias pela morte de subtenente da PM
O Governo de Roraima decretou luto oficial de três dias em razão da morte do policial militar subtenente Nelson Alexandre Ayres Castro, de 51 anos, confirmada na noite desta quinta-feira (17), em Boa Vista.
O militar estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Geral de Roraima (HGR) desde o último sábado (12), quando foi alvejado no rosto durante uma tentativa de assalto no bairro Jardim Caranã.
O decreto assinado pelo governador determina que a bandeira estadual e os demais pavilhões oficiais sejam hasteados a meio-mastro em todas as repartições do Poder Executivo.
“A Polícia Militar recebe com pesar a informação da morte do subtenente Ayres.
Nossos irmãos de farda, amigos e familiares encontram-se consternados com essa grande perda”, salientou a comandante-geral da PMRR, coronel Valdeane Oliveira.
O subtenente Ayres ingressou na Polícia Militar de Roraima (PMRR) em 2 de janeiro de 2003, acumulando mais de duas décadas de serviços prestados à corporação.
O policial, que nasceu em Manacapuru (AM), concentrou grande parte de sua carreira na 1ª Companhia Independente de Polícia Militar de Fronteira (1ª CIPMFron) em Pacaraima e atualmente estava lotado na Companhia de Comando e Serviço (CCSV) do DRH.
Ele havia sido promovido à atual patente recentemente, no dia 21 de agosto de 2026.
Em nota oficial, o comando-geral da PMRR manifestou profundo pesar e solidariedade à esposa Eurilane Bezerra e aos dois filhos do militar.
Horas antes da confirmação do óbito, as forças de segurança pública efetuaram a prisão temporária de João Carlos da Costa Duarte, de 28 anos, apontado como o autor do disparo.
A captura foi realizada no próprio bairro Jardim Caranã por uma força-tarefa integrada pela Secretaria de Segurança Pública (Sesp), Polícia Civil e Polícia Militar.
De acordo com as investigações, o suspeito foi localizado quando retornava para sua residência, não oferecendo resistência à abordagem.
O homem chegou a apresentar um álibi de trabalho para o dia do crime, mas a versão foi desmentida pela suposta empregadora às autoridades.
Um primeiro suspeito detido logo após o crime no sábado acabou liberado após análises de imagens de câmeras comprovarem que ele não tinha vínculo com o caso.
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